quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Era uma vez...

Era uma vez um ser humano chamado X. O que você precisa saber sobre ele? Nada. Ninguém tem o direito de se meter na sua vida. Ele vive, seu coração bate, ele ama, ele sofre, ele paga suas contas, ele chora, ele olha para os dois lados da rua antes de atravessar, ele morde o bocal da caneta, ele sente dor e sangra muitas vezes, ele xinga o governo, ele sabe das desigualdades sociais, ele se indigna, ele cala e fala quando preciso, ele sente medo... mas segue em frente. Um dia ele irá morrer e talvez sim, talvez não, seu nome será lembrado ou esquecido, contudo não importa, o que importa é que ele viveu.
Ele é ateu? Ele é cristão? É muçulmano ortodoxo? Candomblecista ou budista? Ele é heterossexual? Ele é homoafetivo? Ele é soro positivo? Ele é...? Ser ou não ser eis a questão? Não. Chega de rótulos vãos que limitam muito mais do que definem. Ele é humano e como tal deveria ser tratado. Mas sempre há um "Mas". Ele não é.
X só quer viver e ser feliz, de resto, será que importa mesmo sabermos? Creio que não.
Então, que tal deixarmos o menino jogar? Espero que ele nunca precise pedir permissão para viver sua singularidade e exercer sua identidade, seja ele quem for.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Querido Papai Noel...

Talvez eu esteja velha demais para escrever esse tipo de carta, talvez utilizar-me desse argumento seja só uma desculpa para não escrever, mas certa vez li que se você acredita em anjos, eles existem. Eu escolho acreditar.
Não vou pedir celulares ou computadores, também não estou aqui para gritar aos quatro ventos como o Natal perdeu completamente o seu sentido e foi vendido às multinacionacionais a preço de banana. Não vou falar de como a mídia se utiliza de subterfúgios para definir o perfil do Natal perfeito, massificando até mesmo esse feriado, para muitos, sagrado. Não vim dizer nada disso ou pedir o fim do capitalismo ou mesmo dizer que, com essa barba, o senhor fica a cara do Karl Marx.
Venho por meio desta pedir que as pessoas percebam umas às outras e notem a sua capacidade de amar ao menos durante esse dia. Se cada luzinha que penduramos em nossas casas, por menor que seja, representasse o sonho de alguém, o singelo pedido feito na noite escura; se cada luz fosse um sinal de esperança frente ao ano que termina e o outro que começa; se cada um reconhece no outro a capacidade de acreditar num futuro melhor e nesses últimos dias do ano se põe a pensar sobre os erros e acertos ao longo dele e começa a ter fé, então tudo isso vale a pena. Não há apenas o lado comercial como muitos gostam de pregar, porque as pessoas não são mercadorias. Às vezes, as pessoas muito se apegam às mazelas do mundo e se esquecem que cada um tem a sua responsabilidade sobre elas, se esquecem que as críticas são importantes, mas se elas não deixarem de ser apenas discursos para se tornarem ações, jamais terão qualquer efeito.
Sim, eu acredito no Natal, mas não por ser Natal, mas porque acredito na capacidade humana de humanamente amar. Então, bom velhinho, é isso que peço: que as pessoas reconheçam em si essa capacidade.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Não sei ao certo o que dizer, talvez não deva dizer nada, aproveitar o momento para ouvir o silêncio e esperar que suas palavras ecoem por toda a eternidade em mentes e corações. Nelson Mandela... foi um prazer ter existido em um mundo em que tenha colocado seus pés e presenteado o mundo com a sua vida. Fará falta, mas em morte viverá para sempre, pois estará para sempre no pensamento daqueles que entendem que o amor não tem cor ou gênero. Sim... somos todos irmãos, acho que é isso que o senhor diria.
Quando uma estrela sai da Terra e vai para o céu, passo a olhá-lo a noite esperando reconhecer nele o novo brilho. Apoio-me na janela esperando, assim, conseguir estar um pouco mais próxima dessa nova estrela que mudou de casa para vislumbrar novos horizontes.
Quando uma estrela sai da Terra e vai para o céu, tento desenhar mentalmente os seus traços, pois a tamanha distância não consigo distingui-los daqui, e espero que outros façam o mesmo, porque, caso eu esqueça, alguém irá lembrar.
Quando uma estrela sai da Terra e vai para o céu, inicialmente não acredito e espero que tenha sido engano, erro, mas não... essas estrelas são dinâmicas demais para se permitir ficar em um único lugar. Elas querem que seu brilho invada o universo e permita que olhos no escuro descubram, em si, a capacidade de enxergar e possam ver o que antes era oculto.
Quando uma estrela sai da Terra e vai para o céu, pergunto-me indignada o que haveria de tão bom nesse céu para que a estrela não ficasse aqui conosco só mais um pouquinho... não parece pedir muito, então porque ela haveria de ir? A resposta vem em forma de silêncio e fé.
Quando uma estrela sai da Terra e vai para o céu, fecho os olhos e não esqueço, pois lembrar é fazer justiça.

Conjecturas de uma capitolina

Olha nos meus olhos e vê unicamente dissimulação.
“Olhos de cigana oblíqua e dissimulada” são os sons que ouço sair da sua boca, mas conhece a minha história? Sabe que por trás de tais olhos existe uma alma? Um coração de maré, cuja ressaca incontrolável chega aos olhos? É isso que vês? Não. Vê a doce dissimulação e como eu poderia negá-la? Sim. Dissimulada sou. Porto máscaras frente a pessoas que pouco se importam com o que elas escondem. Sorriu quando quero chorar, pois de nada adiantam lágrimas quando não há quem as seque. Ocultas elas estão, nem mesmo vocês, caros juízes do mundo podem vê-las, então julgam o sorriso falso no rosto da boneca de porcelana que pensam que sou. Não sabia que bonecas choravam, sofriam, amavam, sangravam, mas pouco importa, eles também não sabem nada.
Não sabem, por exemplo, que gosto do balançar dos meus cabelos contra o vento e quando corro muito rápido quase posso voar. Não sabem que esses olhos de ressaca escurecem com as lágrimas que brotam deles quando o coração não mais suporta tão maus julgamentos (ou seriam julgadores?). Não sabem que em menina já era mulher, mas mulher-menina ao crescer sempre fui, sentindo sempre o doce primeiro amor ao meu lado. Um amor que existia dentro de mim: o amor próprio. Não sabem também que sofro de amor e por amor vivo, mesmo quando dele morro ao saber que ele é só mais um julgador. Até onde vai a arrogância humana que não permite ver nada além das máscaras?
Sim... cigana oblíqua e dissimulada sou, assim como vocês, doces juízes da lei.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Só conseguimos entender a beleza do amanhecer, porque nos vimos frente a escuridão da noite. E, mesmo na noite mais escura, mais coberta por nuvens densas que não permitem a saída de luz, mesmo quando nada mais parece existir além do que há de negro, há lindas estrelas acima das nuvens. Às vezes, não conseguimos vê-las, mas sabemos que elas existem.

sábado, 23 de novembro de 2013

Nem sempre o que queremos é o que precisamos ou merecemos. De tudo podemos tirar algum aprendizado, entender isso faz parte da vida e das provas que ela nos dá todos os dias.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Texto do poeta inglês John Galsworthy, nobel de literatura de 1932, traduzido do original (Felicity) por Rafael Arrais [1].

Quando Deus é tão bom para os campos, de que uso são as palavras – essas pobres cascas de sentimento! Não há como se pintar a Ventura nas asas! Nenhum meio de passar para a tela a glória etérea das coisas! Um único botão-de-ouro dos vinte milhões em um campo vale mais do que todos esses símbolos secos – que não poderão nunca expressar o espírito da neblina espumosa de Maio a se chocar com os arbustos, o coral dos pássaros e das abelhas, as anêmonas a se perder de vista, as andorinhas de pescoço branco em sua Odisséia. Aqui apenas não existem cotovias, mas quanta alegria de sons e de folhas; de estradas a refletir o brilho das árvores, os poucos carvalhos ainda em dourado amarronzado, e a poeira ainda espiritual! Apenas os melros-pretos e os sabiás podem cantarolar este dia, e os cucos no topo da montanha. O ano fluiu tão rápido que as macieiras já deixaram cair quase todas as suas flores, e nos prados alongados, a grama verde já deixou crescer suas “adagas”, ao lado dos estreitos córregos ensolarados. Orfeu senta-se por lá em alguma pedra, quando ninguém passa por perto, e toca sua flauta para os pôneis; e Pan pode eventualmente ser visto dançando com suas ninfas nos bosques onde é sempre crepúsculo, se você se deita e permanece calmo o suficiente no barranco da outra margem.
Quem pode acreditar em envelhecer, enquanto estamos envoltos nesse manto de cores e asas e sons; enquanto esta visão inimaginável está aqui pronta para ser observada – os carneiros de face lisa ali ao lado, e os sacos de lã secando pendurados na cerca, e grandes números de patos ainda pequenos, tão confiantes que os corvos já pegaram vários.
Azul é a cor da juventude, e as flores azuis têm uma aparência enigmática. Tudo parece jovem, muito jovem para trabalhar. Existe apenas uma coisa ocupada, um passarinho, bicando larvas para sua pequena família, acima de minha cabeça – ele deve precisar fazer esse vôo umas duzentas vezes por dia. As crianças devem ser bem gordinhas.
Quando o céu é tão aventurado, e as flores tão luminosas, não parece ser possível que os anjos de luz deste dia possam passar à escuridão da noite; que lentamente essas asas devam se fechar, e o cuco se colocar para dormir. Insetos enlouquecidos dançam junto à tardinha, a grama se arrepia com o orvalho, o vento morre, e nenhum pássaro canta...
Ainda assim, acontece. O dia se foi – o som e o glamoroso farfalhar de asas. Lentamente, o milagre do dia passou. É noite. Mas a Ventura não se retirou; ela apenas trocou o seu manto pelo silêncio, o veludo, e a pérola da lua. Tudo está adormecido, exceto uma única estrela, e as violetas. Porque elas gostam mais da madrugada do que as outras flores, eu não faço idéia. A expressão em suas faces, quando uma se curva ao crepúsculo, é mais doce e astuciosa do que nunca. Elas partilham algum acordo secreto, sem dúvida.
Quantas vozes se renderam ao fantasma da noite e desistiram de cantar – restou apenas o murmúrio do córrego lá fora, na escuridão!
Com que religiosidade tudo isso tem sido feito! Nenhum botão-de-ouro aberto; as coníferas com as sombras derrubadas! Nenhuma traça apareceu ainda; está muito cedo no ano para os noitobós; e as corujas estão quietas. Mas quem poderia dizer que neste silêncio, nessa luz macilenta a pairar, nesse ar privado de asas, e de todos os odores exceto o frescor, existe menos do incomensurável, menos disto que as palavras são ignorantes em explicar?
É estranho como a tranqüilidade da noite, que parece tão derradeira, é habitada, se alguém permanece calmo o bastante para perceber. Um pequeno cordeiro está choramingando lá fora preso a sua amarra; um pássaro em algum lugar, dos pequenos, a cerca de trinta metros, assobia da maneira mais deliciosa. Existe um cheiro também, por debaixo do frescor doce das roseiras, eu acho, e das nossas madressilvas; nada mais poderia se espalhar de tal forma delicada pelo ar. E mesmo na escuridão as rosas têm cor, talvez mais belas do que nunca. Se as cores são, como dizem, apenas o efeito da luz em variadas ondas, alguém poderia pensar nelas como uma melodia, o som de agradecimento que cada forma entoa, para o sol e a lua, para as estrelas e o fogo. Essas rosas coloridas pela lua estão cantando um som bem silencioso. De repente eu percebo que existem muitas outras estrelas ao lado daquela ali, tão vermelha e observadora. O falcão passou por ali com seus sete amigos; ele se aventurou muito alto e profundamente na noite, na companhia de outros voando ainda mais distantes...
Essa serenidade da noite! O que poderia parecer menos provável de prosseguir, e se metamorfosear novamente no dia? Certamente agora o mundo encontrou o seu sono eterno; e o brilho de pérola da lua irá perdurar, e este precioso silêncio nunca mais irá renunciar ao seu reinado; a uva-flor deste mistério nunca mais irá brilhar novamente na luz dourada...
E ainda assim, não é o que ocorre. O milagre noturno se passou. É manhã. Uma luz pálida desponta no horizonte. Estou à espera do primeiro som. O céu ainda é nada mais do que papel acinzentado, com a sombra dos gansos selvagens a passar. As árvores não passam de fantasmas. E então começa – o primeiro canto de um passarinho, espantado em descobrir o dia! Apenas uma chamada – e agora, aqui, ali, em todas as árvores, repentinamente todas as respostas vêm em socorro, e o coral mais doce e despretencioso ecoa. Seria a irresponsabilidade alguma vez tão divina quanto isso, o piar dos pássaros? Então – açafrão no céu, e silêncio uma vez mais! O que será que os pássaros fazem após o primeiro Coral? Pensam em seus pecados e seus negócios? Ou apenas dormem um pouco mais? As árvores estão rapidamente soltando a imaginação, e os cucos começam a chamar. As cores estão queimando nas flores; o orvalho as saboreia.
O milagre acabou, pois a radiação iniciou seu trabalho; e o sol está desgastando essas asas negras e ocupadas com seu dourado. O dia chegou novamente. Mas sua face parece um pouco estranha, não mais como fora ontem. Estranho de se pensar, nenhum dia é como o dia que se foi e nenhuma noite como a noite que virá! Porque, então, temer a morte, que é noite e nada mais? Porque se preocupar, se o dia que virá trará uma nova face e um novo espírito? O sol iluminou o campo de botões-de-ouro agora, o vento acariciou os limoeiros. Alguma coisa me faz sombra, passando ali em cima.

É a Ventura em suas asas!



http://textosparareflexao.blogspot.com/2009_12_01_archive.html

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Coração de Passarinho

Abrigo com meu abraço o senhor do coração de passarinho.
Ele foge, reluta, luta, teme, sofre, geme,
Não quer que enxerguem o seu ninho
Destroçado e frio, escuro está Passarinho,
Há de fechar todas as portas?

Passarinho antes de passarinhar, acreditava
Com fé e força que o fechar das portas
(ou será dos olhos?)
Encerraria todos os fins.
Jovem e velho passarinho tão cheio de dores
Tão cheio de amores era infeliz.

Como quebrar gaiola de doce passarinho?

Abrindo as asas passarinho, ele quebrou as amarras
E coração de passarinho a tudo conquistou,
Pelos céus voo com rumo desconhecido,
Mas voltou ao abraço, à liberdade rendido,
Para dizer "Adeus".

Voa Coração de Passarinho,
Prometo: irá encontrar novo ninho,
Dentro de você.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"Volto os meus olhos para dentro, pois é lá que moram as respostas. Volto meus olhos para o lado, pois lá está quem mais amo. Volto os meus olhos para trás, pois não quero esquecer quem fui e repetir os mesmo erros. Mas olho para frente, porque é lá que mora o futuro"

Para os vestibulandos de plantão

O nome gravado numa lista não te torna mais humano que alguém, ou melhor. Um nome numa lista não quer dizer que você é mais capaz ou está pronto. É um momento incrível no qual, muitas vezes, você vê todos os esforços correspondidos, mas não é sua vida. Estudar pro vestibular, ser avaliado por uma prova que quem fez pouco se importa pra quem você é, mas se sente capaz de julgar se você é apto ou não é doloroso, tudo isso, usar toda a energia que se tem, abrir mão de coisas durante parte da sua vida para ver o bendito nome na lista. E, por fim, as vezes ele não está lá. Mas nem por isso você é menos humano ou mais incapaz que algum outro, talvez você só estivesse em um mal dia quando fez a bendita prova. Só isso. O essencial, toda uma história de luta pelos sonhos permanece.
As pessoas que não passam por isso deveriam ser mais conscientes, quem é terceiro ano ou vestibulando não precisa de mais pressão, mais pessoas dizendo o que deve ou não fazer, do que é ou não capaz; pois, como diria Antoine de Saint-Exupéry, "O essencial é invisível aos olhos", invisível inclusive nas listas de aprovados em vestibulares.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

domingo, 3 de novembro de 2013

Por que tão triste? As coisas não ficarão piores se você sorrir só um pouquinho. Ao menos tente.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

domingo, 27 de outubro de 2013

"Não hei de guardar as minhas asas Pois nelas habita meu coração E ele há de voar."

Não,
Não mais me prenderei às suas amarras
Meu coração não pedirá mais permissão.
Essa boca não mais será calada
Por suas imposições vãs,
Não haja como se não soubesse de nada
Você conhecerá o meu "não"

Não hei de aturar mais suas tristes jornadas
Que não me trazem nenhuma solução
E de lágrimas cobriram o caminho.
Não hei de guardar as minhas asas
Pois nelas habita meu coração
E ele há de voar.

Então, não.
Não me venha com suas meias palavras
Não se meta em minha direção,
Não falo apenas de palavras rimadas,
Falo de cada palavra não que jamais disse,
mas agora direi com precisão.

Rimo o "não" com o que quiser,
A maior rima que dele virá é o grito:
Assim, sem omitir,
GRITO NÃO!

Jú Neris

sábado, 26 de outubro de 2013

"Faz da lágrima o sangue que nos deixa de pé"

Bom dia, galera! Eu sei que daqui a algumas horas muitos de vocês estão sentados diante de algo que será responsável por parte dos seus futuros. Não, eu não estou falando da prova. Estou falando de vocês mesmos. Independentemente da prova, ao fazer Enem o seu maior inimigo é você. Por isso, de coração, desejo uma boa sorte e força a todos. Sei que conseguem, sei que batalharam em favor disso... e lá, resolvendo a prova, não estarão sozinhos, estarão acompanhados de todos aqueles que amam, pois eles fazem parte de quem vocês se tornaram. Professores, pais, amigos... todos estão com você. Boa sorte, tenham fé em si mesmos.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

“O judiciário faz da lei uma promessa vazia” Boaventura Souza Santos

domingo, 20 de outubro de 2013

Pedaço perdido

"Esta é a história do círculo no qual faltava um pedaço.
Um grande triângulo lhe fora arrancado. O círculo queria ser inteiro, sem nada faltando, então foi procurar o pedaço perdido. Como estava incompleto e só podia rodar lentamente, admirou as flores ao longo do caminho. Conversou com os insetos. Observou o sol.
Encontrou vários pedaços diferentes, mas nenhum deles servia. Então, deixou-os todos na estrada e continuou a busca.
Certo dia, o círculo encontrou um pedaço que se encaixava nele perfeitamente. Ficou tão feliz! Seria inteiro. Incorporou o pedaço que faltava e começou a rodar. Agora que era um círculo perfeito, podia rodar muito rápido, rápido demais para notar as flores e conversar com os insetos.
Quando percebeu como o mundo parecia diferente ao rodar tão depressa, parou, deixou o pedaço na estrada e foi embora rodando lentamente.
Somos mais inteiros quando sentimos falta de algo.
O homem que tem tudo é, sob certos aspectos, um homem pobre. Nunca saberá o que é ansiar, esperar, nutrir a alma com o sonho de algo melhor. Nunca saberá o que é receber de quem ama algo que sempre quis e nunca teve.
Quando aceitarmos que a imperfeição é parte do ser humano e pudermos, a exemplo do círculo, continuar a rodar pela vida e apreciá-la, teremos adquirido a integridade que todos desejam.
E, finalmente, se formos corajosos o bastante para amar, fortes o bastante para perdoar, generosos para exultar com a felicidade alheia e sábios para perceber que há amor suficiente para todos, então poderemos atingir a plenitude que nenhuma criatura viva atingiu.
Poderemos regressar ao Paraíso."
(Autor Desconhecido) http://sobmalhete.com/2013/10/20/pedaco-perdido/

Pêndulo...

...na inconstância do seu ser, vai e volta. Oscila entre extremos, vive entre meios, sem fins.
Pêndulo... igual a todos nós

sábado, 19 de outubro de 2013

"Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí" John Lennon
"Havia tamanha tristeza naquela troca de olhares que seu coração apertou no momento exato em que constatou que aquilo era amor.
Mas havia palavras demais não ditas, silêncios demais, vazios demais entre aqueles dois corações e, mesmo sem conhecer suas velhas histórias, ela sabia que estavam tão machucados que o medo de se machucar novamente tornava tudo mais complicado" Sonhos roubados (algo que estou escrevendo)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A uma cara estranha... Gostaria de poder pegar toda a sua dor, embolá-la, condensá-la, diminui-la e jogar n cesto de lixo gritando: CESTA!! como fazemos com folhas de papel usadas. Mas não posso. Sua dor não é daquelas que passam com "Dorflex" ou que colocando um band aind e dando um beijinho saram. Gostaria que fosse, pois assim conseguiria tirá-la do seu coração.
É triste não existir uma fórmula que acabe com a tristeza ou uma receita secreta que cure um coração tão machucado; mas, se servir de consolo, você sempre saberá que tem alguém com quem contar. Posso não poder reduzir sua dor à pó, mas prometo que um dia ela diminuirá ao ponto de - daqui a 20, 30 anos ou 3 minutos - ela se transformar em lembranças gostosas em um fim de tarde tranquilo acompanhado de um café. Dói e vai doer por mais algum tempo, entretanto tudo passa, inclusive a dor.
Por isso, chore todas as lágrimas que estão aí contidas, grite se for necessário, repense suas atitudes, prometa que vai mudar, se esbalde com um balde de 20 litros de sorvete e filmes românticos e depressivos. Viva esse momento que trará duras lições. Mas não faça dele a sua vida. Erga a cabeça, minha criança, e tenha fé de que tudo ficará bem.
Mesmo que não tenha tanta fé em si mesma, tente olhar para si com os meus olhos e lá verá a criatura incrível que é, independentemente da dor que agora turva seus olhos. E se não der certo, terei fé por nós duas e daremos um jeito. ;)

                                          Da sua amiga, Jú.
"Eu respeito a sua dor e não posso elaborar nenhuma tese sobre ela. Sua dor é única, e é a única que você consegue realmente sentir. Ela te pertence e a mais ninguém" O vendedor de sonhos

domingo, 13 de outubro de 2013

Não solta minha mão...

Sei que erro, faço besteiras, nem sempre digo o que realmente penso. Sei que omito parte de quem sou ou minto quando quero me proteger da dor. Sei que fujo, finjo, mordo, corro, choro ou simplesmente calo com aquele horrível ar de superior. Sei que sou falha, como aquelas montanhas que de longe parecem perfeitas e sólidas, mas de perto percebe-se que têm rachaduras imensas e é inexplicável como conseguem se manter em pé.
Sim, eu sei... mas não solta a minha mão.
Porque não importa o quando imperfeita eu seja, quando tenho minhas mãos entre as suas elas imediatamente se encaixam como se tivessem sido moldadas juntas. Minhas mãos encontram o caminho para o abrigo do meu coração e, sem muitos "comos" ou "porquês", chamo esse lugar de lar.
Então, perdoa os passos errados e segura minha mão, pois não quero ser sem que sejamos juntos, de mãos dadas rumo a infinitude incompreensível chamada de amor.
Não solta minha mão...

Inspirado no texto: http://www.mocadosonho.com/2013/10/nao-solta-da-minha-mao.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+amocadosonho+%28A+mo%C3%A7a+do+sonho%29

terça-feira, 8 de outubro de 2013



“Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus.

Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente.

Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas.

O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado.

Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés.

Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las.

Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos de progresso.”

Walter Benjamin - http://chicosimoes.blogspot.com.br/2010/09/walter-benjamin-e-o-anjo-de-paul-klee.html

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Meu Mapa - Por meu anjo

"Quando você inicia uma jornada, no meio do caminho aparecem inúmeras adversidades, elas te mudam e te levam à uma nova trajetória. Mas depois de certo tempo, ao analisar o que foi percorrido e o que virá, não sabemos para onde ir - nos perdemos. Isso não é o fim, apenas faz parte do processo. Afinal, pra se encontrar é preciso se questionar e quem sabe aonde está indo nunca se indaga. Eu não tenho anotado quantas vezes procurei o caminho de volta ou desafiei o futuro tentando achar a linha de chegada, mas te garanto que foram muitas. Decidi olhar o presente e parar de alimentar meus arrependimentos e ansiedades. Digo, de que vale olhar para trás e morrer antes de receber o tiro? Comecei a me buscar. “Eu estou onde quero estar? Eu sou quem eu queria ser?” Não sei, mas se tem uma coisa na qual estou disposto a fazer é essa: desvendar meus mapas, me descobrir e ir abrigar o que carrego de melhor. Às vezes, se perder é a melhor saída." Paulo Justiniano (http://paulojustiniano.tumblr.com/)

A internacional: o hino dos oprimidos




"De pé, ó vitimas da fome
De pé, famélicos da terra
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo, ó produtores

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Senhores, Patrões, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum
Para não ter protestos vãos
Para sair desse antro estreito
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

O crime de rico, a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua
O povo só quer o que é seu

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós, guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos, trabalhadores
Se a raça vil, cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verás que as nossas balas
São para os nossos generais

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a Terra aos produtivos
Ó parasitas deixai o mundo
Ó parasitas que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional"

sábado, 5 de outubro de 2013

Às vezes, a palavra viver começa com sofrer e termina com amar
Não importa o quanto se considere forte, o quanto pense que entende do mundo e da vida. Não importa o quanto seja maduro, responsável ou prudente, há coisas que simplesmente fogem ao nosso controle. Elas vêm quando não são esperadas e quando entram em ações são como um trem que vai de encontro ao nosso peito sem que percebamos. De início, ficamos atordoados sem saber o que realmente nos atingiu, mas gradativamente nos damos conta do que houve e, sem ar, tentamos reagir.
Creio ser da natureza humana tentar manter o controle o tentar todo, lutar para se distanciar de palavras como "destino" e "acidentes", tentar sentir que suas escolhas vão definir tudo, que temos a rédea de nossas vidas. E temos, mas esquecemos que a estrada percorrida pode ter obstáculos e surpresas. Como diria um amigo "A vida é isso"(rs).

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Nem sempre fazer o mais certo é sinônimos de fazer o mais fácil. Na verdade, quase nunca é. Mas, apesar de tudo, há coisas que precisam ser feitas e muitas vezes é a partir delas que medimos a nossa coragem

Abraçar

é abrigar o outro em você



sábado, 21 de setembro de 2013

A arte de perguntar

Aos meus caros estranhos...

 Algumas perguntas nos parecem tão ridiculamente óbvias que nunca paramos um pouco para realmente fazê-las, o engraçado é que muitas vezes é através delas que encontraríamos respostas como as perguntas, tão simples e óbvias que resolveriam nossos problemas. É a nossa velha arrogância falando mais alto. Se parássemos mais vezes para nos perguntar "Por que o céu é azul?", nos deteríamos mais tempo fitando-o e lembraríamos o quanto ele pode ser belo, ou como a vida como um todo nos dá coisas lindas para admirar, mas não admiramos porque esquecemos de fazer perguntas bobas como "Por que o céu é azul?" ou "Por que as estrelas não caem?" ou "Por que envelhecemos e morremos?" ou "Por que há aqueles que morrem sem nunca ter envelhecido?".
 Se parássemos ao menos um minuto por dia, para nos questionar o quê estamos fazendo nesse mundinho além de respirar oxigênio e liberar gás carbônico, talvez encontrássemos a resposta, e seríamos ao invés de simplesmente existirmos.
Tudo não passa da arte de perguntar.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

sábado, 14 de setembro de 2013

"A ideologia é cegueira parcial da inteligência entorpecida pela propaganda dos que a forjaram" Roberto Lyra Filho

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Adiós super heróis

Ninguém consegue ser super herói o tempo todo. As pessoas erram, se machucam, se magoam. Ninguém é completamente perfeito, lindo, inteligente ou completo (kkk'). Mas são os imperfeitos que precisam de amor e, muitas vezes, apenas isso... amor... já basta.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Aconchego...

É a ternura que envolve cada abraço,
um pequeno laço de codinome "cativar".
O sono de criança num peito adulto
de coração cansado, sacrificado no viver.

São as lágrimas não contidas
no meio da noite escura que não esconde
a própria dor, o descontente amor,
feridas e crises de viveres,
escorrendo em gotas tristes e solícitas
afagadas pelo travesseiro amigo.

O lar dos que buscam um pouco
encontrado contra as leis matemáticas.
Um ser do mais puro amor,
mesmo quando existe a dor,
É o abrigo.

domingo, 1 de setembro de 2013

"Aqueles que têm bom coração, gostam de fazer os outros felizes." A princesinha

Milagres acontecem todos os dias

O Sol se põe. Aquela criança sorriu mesmo caindo. O tempo passou. A juventude permaneceu intacta naquela senhora. As flores se abriram depois da chuva. Ofereceram tudo de modo fácil, ele não aceitou. Mandaram que ela corresse, ela dançou. Os pássaros cantam. As pessoas cantam. O coração bate e muitas vezes apanha ao mesmo tempo. Ela é muito mais do que aparenta. Eles oraram em silêncio e na prece descobriram força de fazer valer as suas vontades. Ela disse sim. O amor existe. Ele derramou as primeiras lágrimas. A semente ínfima e insignificante dá origem à mãe das mais belas flores. Eles fecham os olhos e voltam no tempo. Ela acredita em finais felizes. O Sol nasce, mas não dura mais que um dia.
"Milagres acontecem quando a gente vai a luta" O Teatro Mágico.

sábado, 24 de agosto de 2013

Casos da vida

Momento em que você vê alguém que faz seu coração gritar: "Velho, na boa, acho que me apaixonei por você", mas tudo que consegue fazer é abrir a boca e dizer:
-Oi.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A PLEBE E A NOBREZA - Frei Betto

Era uma vez um reino governado por um rei despótico. Sua majestade oprimia os súditos e mandava prender, torturar, assassinar quem lhe fizesse oposição. O reino de terror prolongou-se por 21 anos.
Os plebeus, inconformados, reagiram ao déspota. Provaram que ele estava nu, denunciaram suas atrocidades, ocuparam os caminhos e as praças do reino, até que o rei perdesse a coroa.
Vários ministros do rei deposto ocuparam sucessivamente o trono, sem que as condições econômicas dos súditos conhecessem melhoras. Decidiu-se inclusive mudar a moeda e batizar a nova com um título nobiliárquico: real.
Tal medida, se não trouxe benefícios expressivos à plebe, ao menos reduziu as turbulências que, com frequência, afetavam as finanças da corte.
Ainda insatisfeita, a plebe logrou conduzir ao trono um dos seus. Uma vez coroado, o rei plebeu tratou de combater a fome no reino, facilitar créditos aos súditos, desonerar produtos de primeira necessidade, ao mesmo tempo em que favorecia os negócios de duques, condes e barões, sem atender aos apelos dos servos que labutavam nas terras de extensos feudos e clamavam pelo direito de possuir a própria gleba.
O reino obteve, de fato, sucessivas melhoras com o rei plebeu. Este, porém, aos poucos deixou de dar ouvidos à vassalagem comum e cercou-se de nobres e senhores feudais, de quem escutava conselhos e beneficiava com recursos do tesouro real. Obras suntuosas foram erguidas, devastando matas, poluindo rios e, o mais grave, ameaçando a vida dos primitivos habitantes do reino.
Para assegurar-se no poder, a casa real fez um pacto com todas as estirpes de sangue azul, ainda que muitos tivessem os dedos multiplicados sobre o tesouro real.
Do lado de fora do castelo, os plebeus sentiam-se contemplados por melhorias de vida, viam a miséria se reduzir, tinham até acesso a créditos para adquirirem carruagens próprias.
Porém, uma insatisfação pairava no reino. Os vassalos eram conduzidos ao trabalho em carroças apertadas e pagavam caros reais pelo transporte precário. As escolas quase nada ensinavam além do beabá, e os cuidados com a saúde eram tão inacessíveis quanto as joias da coroa. Em caso de doença, os súditos padeciam, além das dores do mal que os afetava, o descaso da casa real e a inoperância de um SUStema que, com frequência, matava na fila o paciente em busca de cura.
Os plebeus se queixavam. Mas a casa real não dava ouvidos, exceto aos aplausos refletidos nas pesquisas realizadas pelos arautos do reino.
O castelo isolou-se do clamor dos súditos, sobretudo depois que o rei abdicou em favor da rainha. Infestado de crocodilos o fosso em torno, as pontes levadiças foram recolhidas e as audiências com os representantes da plebe canceladas ou, quando muito, concedidas por um afável ministro que quase nenhum poder tinha para mudar o rumo das coisas.
Em meados do ano, a corte promoveu, com grande alarde, os jogos reais. Vieram atletas de todos os recantos do mundo. Arenas magníficas foram construídas em tempo recorde, e o tesouro real fez a alegria e a fortuna de muitos que orçavam um e embolsavam cem.
Foi então que o caldo entornou. A plebe, inconformada com o alto preço dos ingressos e o aumento dos bilhetes de transporte em carroças, ocupou caminhos e praças. Pesou ainda a indignação frente a impunidade dos corruptos e a tentativa de calar os defensores dos direitos dos súditos contra os abusos dos nobres.
A vassalagem queria mais: educação da qualidade à que se oferecia aos filhos da nobreza; saúde assegurada a todos; controle do dragão inflacionário cuja bocarra voltara a vomitar chamas ameaçadoras, capazes de calcinar, em poucos minutos, os parcos reais de que dispunha a plebe.
Então a casa real acordou! Archotes foram acesos no castelo. A rainha, perplexa, buscou conselhos junto ao rei que abdicara. Os preços dos bilhetes de carroças foram logo reduzidos.
Agora, o reino, em meio à turbulência, lembra que o povo existe e detém um poder invencível. O castelo promete abrir o diálogo com representantes da plebe. Príncipes hostis à rainha ameaçam tomar-lhe o trono. Paira no horizonte o perigo de algum déspota se valer do descontentamento popular para, de novo, impor ao reino o regime de terror.
A esperança é que se abram os canais entre a plebe e o trono, o clamor popular encontre ouvidos no castelo, as demandas sejam prontamente atendidas.
Sobretudo, dê a casa real ouvidos à voz dos jovens reinóis que ainda não sabem como transformar sua indignação e revolta em propostas e projetos de uma verdadeira democracia, para que não haja o risco de retornarem ao castelo déspotas corruptos e demagogos, lacaios dos senhores feudais e de casas reais estrangeiras.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Tétis e Peleu - a construção de um amor





Peleu, rei da Ftia uma região da Tessália, foi o pai de Aquiles, grande herói da Guerra de Tróia e o maior guerreiro de todos os tempos. Elegeu Tétis para ser sua esposa, a mais bela entre todas as nereidas, que costumava aparecer completamente nua numa pequena baía deserta da Tessália, cavalgando um golfinho amestrado. Ali, na solidão de uma pequena gruta oculta por espessos arbustos, ela se estendia languidamente para aproveitar a paz de uma sesta para revigorar sua beleza.

Foi ali que Peleu a viu, e ficou logo enfeitiçado. Chegou a dar um passo em sua direção, mas ela simplesmente correu pela areia da praia e foi desaparecer entre as ondas verdes do mar, deixando-o atônito, infeliz para todo o sempre, condenado a amar uma mulher inatingível. Então ele resolveu aconselhar-se com o centauro Quíron, velho mestre que tinha educado a ele e a tantos outros heróis. Quando ouviu o relato de Peleu, concluiu que se tratava de Tétis. Disse Quiron:

- É uma mulher para poucos, meu filho. Até o próprio Zeus a cobiça. Agora, se realmente é essa mulher que desejas, vais ter de provar que és homem suficiente. Ela pode assumir a forma que bem entender: de serpente, de fogo, de tigresa, sendo dessa forma que ela se livra de todos os seus pretendentes. Se achas que é essa a mulher que te fará feliz, espera que ela adormeça e põe toda a tua vida num abraço definitivo. Aconteça o que acontecer, não fraquejes, e ela acabará sendo tua.

Peleu não vacilou. Foi esconder-se entre os arbustos que escondiam a entrada da caverna. Quando a nereida adormeceu ao meio-dia, ele saltou sobre ela e enlaçou-a com seus braços poderosos, puxando-a contra o peito. Ela transformou-se numa fogueira, mas ele aguentou a queimadura. Como serpente ela o picou várias vezes, mas ele não a soltou. Então ela virou uma tigresa feroz e ele defendeu-se como pode de suas garras afiadas. Por fim, vencida, ela voltou à sua forma natural, aninhando-se junto ao peito daquele que seria seu marido.

Peleu ficou muito grato à Quíron, não sabendo que o velho centauro dava o mesmo conselho a todos seus discípulos, porque toda mulher tem um pouco de Tétis: quando assustada, pode queimar e ferir, mas se o seu homem a envolver num abraço verdadeiro e absoluto, sem nada pedir ou perguntar, em pouco tempo ela voltará à forma com que o conquistou.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

“Caso esteja se sentindo muito só, caso seu coração ainda seja puro, caso seus olhos ainda conservem o deslumbramento de uma criança, você descobrirá, enquanto lê estas palavras, que estrelas lhe sorriem e que você poderá ouvi-las como se fossem 500 milhões de sinos” O retorno do Jovem Príncipe.

domingo, 18 de agosto de 2013

O caçador de pipas

“Ela disse: ‘Estou com tanto medo...’ e eu perguntei ‘Por quê’ aí ela respondeu: ‘Porque estou profundamente feliz Dr. Rasul. E uma felicidade assim é assustadora’. Voltei a perguntar por quê, e ela prosseguiu: ‘Só permitem que alguém seja tão feliz se estão se preparando para lhe tirar algo” O caçador de pipas

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Quais são as suas cartas?

" A ordem das cartas que determina o futuro é feita pelas mãos daquele que vive o presente. O seu destino é você." Jú Neris

Calma... é só medo

Aos meus caros estranhos,
          Calma, é só medo... isso mesmo, aquele sentimento estranho que o homem das cavernas adquiriu para se manter longe de possíveis perigos. Vamos lá, respire lenta e calmamente. É só medo.
          O desconhecido nos assusta, porque geralmente foge ao nosso controle. Oxigene o cérebro, pense, permita-se sentir, mas seja forte para dar o primeiro passo na direção certa e superá-la. Temer, tremer, é normal... Não é a ausência de medo que cria um corajoso, é a sua capacidade de enfrentar o medo, de mostrar que há coisas muito maiores e melhores do que ele.
           Por isso respire, sinta, aprenda com ele e vá. Abra as asas e saia da prisão chamada "medo", ele só é um pedra no caminho, mais uma limitação entre tantas outras que podem ser superadas, só depende de você.
           Há pessoas que tropeçam em pedras do caminho, enquanto outras recolhem-nas para fazer com elas o seu castelo. Que tipo de pessoa você gostaria de ser?

Da sua amiga, Jú.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Novo conto em www.apenasminhasrazoes.blogspot.com. Espero que gostem, caros estranhos.

Em homenagem às Olimpíadas e à copa


Amor e medo

"Estou te amando e não percebo,
Porque, certo, tenho medo.
Estou te amando, sim, concedo,
Mas te amando tanto
Que nem a mim mesmo
Revelo este segredo" Affonso Romano de Sant'Anna

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sorrir é essencial


Fazer do verbo "viver" valer a pena

"Com verdades semelhantes a esta de que temos todos que morrer e que, por conseguinte, tudo é igual, é que convertemos a vida a algo monótono e estúpido. Dessa forma teremos de renunciar a tudo, ao espírito, às aspirações; teremos de destruir a humanidade, teremos de permitir que reine o egoísmo e o dinheiro e esperar a próxima guerra com um copo de cerveja à mão" O Lobo da Estepe

domingo, 11 de agosto de 2013

"O amor é complexo, não pode ser reduzida a fórmulas como as matemáticas ou a outros teoremas de grandes sábios. O amor é simples, só exige de quem o sente os graus certos de carinho, respeito e compreensão. O amor não é cego, ele só prefere não ver algumas vezes. O amor é estúpido, mas ele é sentido por nós, então seria muito difícil ser de outra forma. Ou seremos nós que nos tornamos estúpidos ao amar? Só há uma forma de saber: amando. Do nosso jeito humano e torto, mas do nosso jeito. Bom dia dos pais a todos. É uma boa oportunidade de demonstrar um pouco de amor, não a percam ;) ..."

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

E você?

"Eu não me acho muito bonita, embora também creio que não seja feia. Não sou sexy, nem tão inteligente, mesmo que alguns acreditem que eu sou. Não sou perfeitinha, choro com filmes bobos e sou apegada a algumas tradições, porque tudo é tão efêmero e inconstante que apegar-me a elas é um tipo de consolo. Odeio aranhas e cobras, assim como odeio e não entendo como algumas pessoas simplesmente gostam ou não se importam em fazer mal a outras.
Costumo chamar pessoas que tenho muito carinho de "chato", pois não gosto de dar o braço a torcer e muitas vezes tenho vergonha de demonstrar o que sinto. Na verdade, nem ao menos entendo como uma pessoa pode ter tanta vergonha de demonstrar carinho. Não sei admirar alguém, quando acontece fico cheia de dedos, me sinto estranha, faço tudo errado, ou ainda mais errado, se é que é possível. 
Sou inquieta, talvez tenha déficit de atenção e hiperatividade, o que faz com que eu seja irritante. Às vezes, meu coração aperta e eu não sei  motivo.
Tenho medo de não ser boa o suficiente. Odeio não saber o que fazer. Me magoa não poder ajudar as pessoas.
Adoro abraços, daqueles bem apertados que parecem abrigar você. Adoro cheiros gostosos e como eles conseguem ficar gravados na memória, como lembranças. Já tive medo do escuro, mas hoje tenho medo da escuridão dentro das pessoas. Sei que meus olhos brilham quando vejo alguém que gosto verdadeiramente. Odeio chorar, porque quando começo parece que não vai acabar nunca.
Nem sempre tenho as palavras certas...
E você?"

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O lado certo de cada um...

"De repente, a vida te vira do avesso e você percebe que o avesso é o lado certo" Desconhecido

terça-feira, 6 de agosto de 2013

É muito difícil ver quem se ama indo embora, mas amor é isso também, permitir que o outro vá para longe atrás da própria felicidade. Não é fácil, vai doer, mas se for amor, você perceberá que valeu a pena.
Vá, mas não esqueça o caminho de volta.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Carta de suicídio de Virgínia Woolf

"Enfim, o que quero dizer é que é a você que devo toda a minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isso - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, esse alguém seria você. Tudo se foi para mim, mas o que ficará é a certeza da sua bondade sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos"

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Attravesiamo

"Quatro pés no chão, uma cabeça cheia de folhagem, olhar para o mundo através do coração" Comer, Rezar e Amar

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Tenha santa paciência

Quer saber de uma coisa? Gosta de mim? Que bom. Não gosta? Está no seu direito, mas poxa... deveria procurar algo mais interessante com o que ocupar o tempo. Fazer mal aos outros não lhe engrandece em nada. Não te faz parecer mais forte, ou mais bonito, ou mais inteligente, ou mais humano.
Raiva só faz mal a quem sente.
Sabe qual a melhor cura para esse mal? Escolher não sentir, cobrir-se com sentimentos bons. 
Chega de mesquinhez, de mi mi mis... somos melhores do que isso.
Ou, pelo menos, eu quero crer nisso.

sábado, 20 de julho de 2013

Sobre o dia do amigo...

Caros estranhos...

Segundo Aristóteles, amizade são dois corpos habitando uma única alma. Sim, ser amigo estar presente na ausência, é chorar as lágrimas do outro, é dedicar-se e amar a espera unicamente de um sorriso. Amizade é o amor... e, como tal, foge a definições.
Hoje é Dia do Amigo... nada mais que uma convenção social, como Dia das Mães, da Mulher, de Pais, da Criança... não torna amizades mais verdadeiras ou faz com que durem mais. É só mais um dia. É por isso que é especial. É um dia das nossas vidas que podemos usar para mostrar àqueles que amamos o que sentimos.
Não adianta dizer "Feliz Dia do Amigo" hoje e não SER um bom amigo, não fazer valer aquilo que diz. 
Amizade é muito mais do que postagens no face ou no twitter, amizade são lágrimas, risos, silêncios, companheirismo, certezas e dúvidas. Momentos que compartilhamos com pessoas tão especiais que fizeram deles eternos.
Amizade não é só gritar ao mundo um "Feliz Dia do Amigo". É sussurrar ao pé do ouvido "Sempre estarei com você" e estar das mais diversas formas...


sexta-feira, 19 de julho de 2013

A Terra vista do céu.

Meus caros estranhos,

"A Terra vista do céu" é um exposição do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand que em breve estará em Belo Horizonte. Ela mostra lindas regiões do mundo e a interação do homem com a natureza sob uma nova ótica.
Quem tiver interesse pode ser mais sobre ela nesse link e curtir um pouco as belas imagens: http://terravistadoceu.com/sobre-a-exposicao/.

Recomendo.

                             

quinta-feira, 18 de julho de 2013

sábado, 13 de julho de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Amizades e silêncios

Você muitas vezes surge do nada, mas, no fundo, sempre esteve aqui. Nas brigas, nas conversas, nas minhas opiniões tão bem formadas e contestadas por você. Está em cada passo que dei depois de te conhecer, está em quem sou agora. Você foi aquele que entrou na minha vida do mesmo modo como anda. Devagar, desfilando, chamando a atenção daqueles que sabem ver a beleza, rodeado de certo mistério e vaidades... só te notei quando já estava aqui, fazendo de um dos cantinhos do meu coração sua casa.
Hoje em dia somos nós dois e 6 bilhões de pessoas nesse planetinha, mas somos nós dois. Nem sempre quem nos observa de fora nos vê conversando, rindo o tempo todo ou brincando, muitas vezes nem estamos juntos.
Na verdade, nossa amizade é feita de inúmeros silêncios. Daquele que esconde uma lágrimas ou uma ironia. Daquele que omite o medo ou mesmo o que finge estar tudo bem. Nossa amizade é feita do barulho do vento quando silenciamos nossas bocas e permitimos que o coração fale.
Assim somos, com nossa amizade e silêncio.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Um dia...


...

"Viver cada dia como se fosse o último" - esse era o conselho convencional, mas na verdade quem tinha energia para isso? E se chovesse ou você estivesse de mau humor? Simplesmente não era prático. Era bem melhor tentar ser boa, corajosa, audaciosa e se esforçar ao máximo para fazer a diferença. Não exatamente mudar o mundo, mas um pouquinho ao seu redor" Um dia

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Perdão... 6 letras e um imenso significado

Notícia ruim



Bom dia, Caros Estranhos! É com algum pesar que, por motivo de força maior, estou desativando a página do face "Coração Clandestino". Talvez volte a criá-la daqui há algum tempo, mas no momento, preciso desativá-la. Foi um prazer tê-los comigo até agora e continuarei escrevendo no blog enquanto der. Obrigada pelo companhia e sigamos juntos.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Era uma vez...

Uma menina que acreditava em sonhos, príncipes e princesas, mundos mágicos, pessoas, Papai Noel, fadas e que Peter Pan algum dia apareceria em sua janela para viverem as mais diversas aventuras. Uma menina que sabia o poder das lágrimas, mas buscava entender aquilo que chamavam de amor, mas que ninguém encontrava uma definição. Ela acreditava verdadeiramente que qualquer menina poderia ser uma princesa e, talvez, ela também fosse. Era uma vez uma criança que questionava absolutamente tudo, até os medos, por não entender o motivo deles existirem.
O que houve com ela? Ela cresceu.
Descobriu que a maioria dos príncipes e fadas existem só em livros, mas muitas bruxas e sapos estão soltos no mundo real. Percebeu que talvez Peter Pan tenha perdido a hora e não mais virá, embora a garota crescida não consiga parar de esperar. Ela descobriu que muitas de suas perguntas permanecerão sem resposta, enquanto recebeu a resposta de muitas outras, quando seria melhor que elas não viessem. A garota se tornou uma pessoa explicadinha, querendo que todos entendessem os seus sentimentos, mas só conseguindo demonstrá-los verdadeiramente através de letras que compõem histórias, nas quais cada príncipe, princesa, sapo, mendigo, vilão e bruxa tem algo dela.
Ela percebeu que o mundo pode ser cruel e assustar às vezes, mas é belo, basta procurar a beleza nos lugares e corações certos para, então, encontrá-la. A garota apanhou da vida e teve que crescer mais rápido do que gostaria, mas cresceu.
Uma garota que em breve virará uma mulher, mas não tem muita pressa que isso aconteça...
E continuou sem entender verdadeiramente o que é o amor, mas agora sabe a grande aventura que é senti-lo.
São essas coisas que fazem dela quem é... embora ainda tenha muito a aprender sobre si mesma. Aquela a quem auto-denomina de várias formas: Estranha no Paraíso, Bolinho de Arroz, Coração Clandestino, Jú...
Essa sou eu... que hoje completa 18 anos.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Só uma teoria...

Isso é pra você. Isso mesmo, você aí sentado confortavelmente na sua cadeira, enquanto lê esse texto. Eu tenho algo a lhe dizer: CORAÇÃO NÃO É PLANTA!
Ele não é um arranjo que você tem na sala da Vida como um enfeite. Você não pode simplesmente podar se ele estiver tomando conta da sua vida ou jogá-lo pela janela com jarro e tudo quando aquele filho-da-mãe estiver saindo de casa. Você não pode pegar um brotinho, regar e deixar no Sol para que ele cresça forte, muito menos pode esperar que o das outras pessoas faça isso. Não espere que o coração viva décadas sem grandes cuidados como um Baobá. Ou que floresça toda semana como algumas roseiras. Também não pode tratar o coração de um outro alguém como uma erva daninha e, no menor incômodo, arrancá-lo pela raiz.
O coração de alguém não é um bibelô ou uma coisinha insignificante. Muitas vezes, o coração é a coisa mais preciosa que temos, e aqueles que não parecem tê-lo são, na verdade, dignos de compaixão.
Cada coração, clandestino ou não, é muito mais do que uma joia rara, é um ser de luz único no Universo. Jamais haverá um igual. Por isso devemos ter cuidado com esses corações que trazemos no peito. Eles são frágeis, por mais que neguemos, sentem dor, choram quando estão tristes e não conseguem ser fortes o tempo todo, amam desesperadamente ou não, mas amam de modo incondicional. Coração não é planta. Plantas são serenas, corações não. Coração não é planta que se leva um corte profundo pode de regenerar, corações se partem ou se ferem e nunca mais se recuperam, dependendo da profundidade da mágoa.
 Então, você aí, cuidado com os corações alheios e o seu próprio. Eles podem ser luzes no fim do túnel de alguém. Não apague algo tão belo, mesmo que as vezes doa manter tão maravilhosa luz.
Coração não é planta, mesmo que tenha que ser amado, cuidado e cultivado como uma.



Ser feliz é simples... difícil mesmo é ser simples

Admito: sou ridícula às vezes, dou risada com coisas sem sentido ou fico séria quando a maioria riria. Mas se ser ridícula significa ser diferente dessa maioria que mal se dá conta de quem é, devo admitir também que ser ridícula me faz feliz e isso ninguém pode me tirar.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Camões

Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho logo mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.

Mas esta linda e pura semidéia,
que, como o acidente em seu sujeito,
assim co’a alma minha se conforma,

está no pensamento como idéia;
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como matéria simples busca a forma.

Sintomas de saudade

"Então você simplesmente percebe que sente falta de alguém. Tenta se rodear de milhões de pessoas, ocupar a cabeça com 304.000 atividades ao mesmo tempo, ouvir música, tenta não pensar. Mas no fim do dia, você pensa e percebe que só queria estar com ele. Isso é saudade..."

quinta-feira, 27 de junho de 2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Somos cada momento

Todo mundo cai, todo mundo rala os joelhos às vezes. Todo mundo chora, por dor, por amor, sem motivo. Mas todo mundo ri e sorri nesse processo chamado Vida. Alguns aprendem, outros não. Uns tentam, outros conseguem, enquanto outros simplesmente são e o ato de ser é algo tão imenso e inexplicável que é apenas isso: ser.
Se não fosse cada joelho ralado não seria você. Se não fosse aquele cara que você nem lembra o nome, mas partiu seu coração pela primeira vez, essa garota que você reconhece como si mesma não existiria. Se não fosse aquela garota idiota de quem você gostava, mas nunca nem te olhou, você seria outro alguém que não esse alguém que lê o texto nesse momento. Se não fosse aquela briga com sua mãe ou a vez que você fugiu de casa... se não fosse cada mínimo instante que te encaminhou para o agora, você seria você? Provavelmente não.
Somos a soma e a consequência de cada momento vivido, somos os livros que lemos, as lembranças que guardamos., as pessoas que passaram por nossas vidas. Cada pequena coisa que nos conduziu a esse agora e é isso que somos. Pura e simplesmente o AGORA, a maior dádiva que poderíamos desejar


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Efeito formiguinha

Aos meus caros estranhos...

Um conhecido que participa efetivamente de protestos há anos veio conversar comigo sobre o que está acontecendo e suas possíveis soluções. Depois de muita conversa, ele perguntou "Então, você acha que devemos chamar as pessoas que não tem conhecimento e dizer, sente aqui que eu vou ter explicar umas coisinhas...? Acha que devemos fazer o Efeito Forminguinha?". Bem... sinceramente? Acho.
Claro que quanto mais pessoas, mais fortes as manifestações tendem a ficar e mais respeito e imposição elas podem ter, a curto prazo isso é muito bom.  Sei que um número razoável de pessoas que está lá, nem sabe ao certo o que está fazendo, embora esteja nas ruas gritando e tentando fazer valer seus direitos - mesmo sem conhecê-los muito.
Entretanto, há MUITA gente que sabe. Há estudantes politizados, professores, acadêmicos, cidadãos ativos, integrantes de grêmios estudantis, sindicalistas que sabem por que estão lá.
Todos não dizem que a base de tudo é a educação? Então, por que essas pessoas não se apresentam para ensinar algo a quem não sabe? Por que elas não surgem para explicar que o problema da locomoção urbana no Brasil vai muito além de tarifas de ônibus e metrôs? Por que elas não ensinam o quanto é absurdo um "gigante" como o Brasil ser tão dependente de um único sistema de transportes, que é necessário diversificar a matriz de transportes do país para otimizá-la?
Onde estão essas pessoas?
Posso parecer utópica, mas realmente creio no Efeito Formiguinha, no ato de que podemos perpetuar nossos conhecimentos apresentando-os a outras pessoas para que elas façam o mesmo. Um perfeito Efeito Dominó. Assim, um número cada vez maior de pessoas vai saber exatamente o que está fazendo ou pelo que está lutando. Essas mesmas pessoas começarão a ter mais acesso aos próprios direitos e saberão como melhor lutar por eles.
Não sou dessas que julgam ser fácil governar um país. Acho que é uma tarefa na qual poucos têm tamanha competência, ainda mais um país tão complicado quanto este, no qual a democracia como está sendo feita não funciona e suas bases estão tão corrompidas que precisam ser mudadas urgentemente.
Pouco adianta haver manifestações. Não adianta ter impeachment de Dilma (risos). Não adianta vandalizar órgãos públicos, muito menos bancar de "Golpe de Estado!" e "Anarquia", se as próprias pessoas não mudam. Se daqui a alguns anos formos às urnas e cometermos as mesmas burradas, se nem conhecermos o nosso poder, pois o temos, pouco terão validos essas manifestações.
Não importa o que digam, nós temos o poder em nossas mãos, embora não saibamos usá-lo.

                                                                  Da sua amiga, Jú.
PS: não sei quem disse, mas algum sábio disse certa vez: "Quem não gosta de política é governado por quem gosta."
E aí, Brasil, chegou a hora de gostar, né não?

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Vestida de branco

Não acredita na melhora do país?  Eu não sou igual a você. Não acredita na veracidade do movimento? Deixe-me crer. Pensa que é só um monte de vândalos ou estudantes desocupados? Eles estão tentando trazer a mudança que você nunca tentou. Pensa que é fácil levar tiro de balas de borracha só por que está defendendo o que acredita? Não é. Não acredita que algo pode mudar? Não vai mudar, enquanto você continuar votando errado. Perdeu a fé? É muito cômodo perder a fé e ficar sentado assistindo aos jogos do Brasil pela televisão. Não crê mais em um futuro melhor? Eu creio e vou lutar por isso.
Você não mudará absolutamente nada se não acreditar que pode.
Cansei de ouvir falarem mal do meu país. Agir como se fosse só algo que todos esperam que dê errado. Acordem! Já deu... Deu errado quando pagamos altos impostos e não vemos resultado algum. Dá errado todos os dias quando pessoas (seres humanos como eu e você!) morrem na fila do SUS, quando uma criança é morta com bala perdida na saída da escola, quando um político rouba milhões e sai impune, quando idolatramos ex-presidentes que só fizeram sua obrigação... Não está dando certo. Não questiono um aumento de 20 centavos, questiono a roubalheira que NÓS DEIXAMOS acontecer nesse país desde o seu "descobrimento".
Sinceramente... já deu.
Não adianta sair nas ruas, se permanecermos não sabendo votar, se continuarmos nos guiando pela lei do mais esperto. Não adianta colocar máscaras no rosto e reivindicar mudanças se você é o tipo de pessoa que "fura" filas, risca carros, joga lixo no chão e não se importa com o próximo...
Nossas atitudes diárias caracterizam nossa sociedade. Ela é só reflexo do que somos. Ninguém é vítima dos políticos, somos cúmplices; mas, como disse, já deu.
Hoje me visto de branco apenas como um lembrete do que sou: brasileira, e não desisto nunca. Inclusive do meu país.

domingo, 16 de junho de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

Pensando... Pensando... Pensando... III

É muito cômodo ficar parado esperando que o mundo mude. É muito cômodo julgar o movimento sem saber exatamente pelo quê aquelas pessoas estão lutando. É muito cômodo sentar-se em frente a sua poltrona e assistir ao jogo do Brasil. Estamos por demais acostumados a gostar desse velho comodismo. Pode até ser que esse seja mais um movimento com fins partidários, pode ser que não resulte em NADA, mas prefiro pagar pra ver do que ficar julgando aqueles que querem mudar algo. A questão não é os RS 3,20, a questão é que estou farta de esperar... esperar a mudança, esperar o fim da roubalheira, esperar a conscientização de políticos e da população... é hora de fazer acontecer. Não somos vítimas, somos cúmplices. 
Mas seremos por quanto tempo mais?

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Morar em...

Aos meus caros estranhos...

Sabem qual a origem da palavra "Namorar"? Vem de "Enamorar", que significa "Morar em". Ao contrário do que muitos pensam, morar em alguém não é fazer juras eternas no facebook ou dar presentes caros, jantares refinados ou passeios em carros luxuosos. Morar em é aceitar abrigar um coração no seu, apesar dos erros, defeitos e falhas de ambos. É tornar-se o lar de alguém que em troca poderá oferecer o mundo, mas só uma única coisa importará: Amor.
Não é que os relacionamentos sejam fáceis. Não são. Se fossem todos estaríamos andando saltitantes por aí, soltando purpurina pelo ar. Se fossem, ninguém cantaria Adele. Não é o caso. Relacionamentos machucam, magoam, assustam, muitas vezes despertam em nós medos e inseguranças. Mas eles são os mesmos que nos fazem crescer como seres humanos, que nos levam a compreender um pouco mais sobre o amor e sobre o outro. Não é fácil ser o lar de alguém, nunca será. Para que dê certo é necessário doar a si mesmo e ter fé e respeito, mas nem todos estão dispostos a tudo isso.
É realmente mais fácil fazer no facebook a imagem de um "amor-perfeito", quando tudo que a maioria das pessoas realmente necessita não é um amor-perfeito, é um amor real.
Feliz dia dos namorados a todos, mas, principalmente, bom amor, pois é ele que importa.

P.S: "Tornar o amor real é expulsá-lo de você para que ele possa ser de alguém" Nando Reis

                               Da sua amiga, Jú

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Sobre pessoas, engarrafamentos e lições de vida...

Tem gente que odeia engarrafamentos. Faz deles um suplício diário, xinga, esperneia, pragueja contra o Universo. Eu também odeio engarrafamentos, mas sou o tipo de pessoa que quando se vê parada na multidão de carros prefere colocar o som no último volume, sair do carro e dançar no meio da rua. O que nos difere não são os problemas cotidianos, é a forma como se lida com eles. Se praguejar fizesse de mim alguém lúcido, eu odiaria tal lucidez.

domingo, 9 de junho de 2013

“Quanto tempo mais durará esse acúmulo de palavras não ditas? De diálogos pensados e divididos unicamente com meu travesseiro?
Eu sempre vou dormir pensando em você. Acordo exatamente do mesmo jeito. Imaginando como serão as próximas vezes que nos encontraremos, o que vou dizer, como vou agir, até como vou te olhar. Tenho vontade de te falar sobre o seu cheiro, os seus olhos, vontade de falar o quanto eu te acho lindo, e o jeito que você sorri, que me encanta... coisas assim. Mas nunca falo. É que você me trava e me deixa assim, com essa cara, abobalhada e derretida, você não sabe o quanto tudo fica extremamente bagunçado e feliz quando você passa levando com você até o meu último fio de cabelo.
E logo eu, que sou tão minha, deixo você me levar assim.
Logo eu, que amo a liberdade como a única companheira que sempre tive, escolho prender-me a você. E você nem sabe.
São palavras, gestos, pequenos atos que vão se acumulando em mim esperando que um milagre aconteça e você perceba que SIM, podemos fazer isso dar certo. São baús e mais baús de histórias vivendo dentro de mim, esperando única e exclusivamente o seu sim para fazer de todo esse sonho real. E que não seja apenas um sonho! Porque se for, não sei se hei de querer acordar. Talvez, algum dia, tenha coragem de abrir todos esses baús com você, mostrar-lhe o que há aqui dentro e ninguém consegue ver. Talvez algum dia conseguirei pensar em nós sem me questionar se conosco essa palavra realmente existe... “Nós”. Talvez algum dia, deixarei de carregar o peso das palavras nunca ditas, porque nunca é tempo demais.“ Por Alenna Lílian e Jú Neris

"Antenor ria. Antenor tinha saúde. Todas aquelas desditas eram para ele brincadeira. Estava convencido de estar com a razão, de vencer. Mas, a razão sua, sem interesse chocava-se à razão dos outros ou com interesses ou presa à sugestão dos alheios. Ele via os erros, as hipocrisias, as vaidades, e dizia o que via. Ele ia fazer o bem, mas mostrava o que ia fazer. Como tolerar tal miserável? " Conto muito bom -http://www.desfragmente.com/2009/10/o-homem-de-cabeca-de-papelao-joao-do-rio.html

sábado, 8 de junho de 2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Nossa

Me empresta um pouquinho de você? Pra quê? Para te eternizar em uma história como a nossa, mas não a nossa. Uma outra criada pelo meu coração. Pois minha história terá fim, a nossa não.
Ela começará no campo, ou na cidade, ou nas ruas desertas de lugar nenhum, pouco importa. Ela começará apenas, como o que eu sinto por você, simples, singelo, natural. Sem as dores rápidas e agudas de paixões absurdas que anunciam sua chegada. Ela começará sussurrando belas palavras, ao contrário do silêncio no qual brotou meu sentimento.
Terá um meio.
Claro que terá!
Será mais intenso, mais confuso, mas não será um fim. Como o entardecer, misturado nas mais belas nuances de cores variadas e confusas, muitas vezes. Ninguém sabe ao certo como aquela mistura se resolverá, muitos duvidam do seu resultado, a maioria tem medo do que virá. Mas virá. A noite com as suas mais belas estrelas de fé e emoção, encarnadas em um brilho todo especial. Só meu. Só teu. Só nosso.
Ao amanhecer, a história chegará ao fim, como toda boa história deve ser.
Mas será mesmo um fim? Te digo apenas que não sei dizer.
Mas lembre-se: essa não é nossa história.
Então... me empresta um pouquinho de você?

domingo, 2 de junho de 2013

Ao meu coração

Olá anjinho, como está? Senti verdadeiramente a sua falta quando partiu, até mais do que acreditava ser possível. Cortei o cabelo, assisti a bons filmes, estudei, li livros, fiz amigos, me distraí, até dancei enquanto esteve fora. Nada que trouxesse grandes complicações, prometo. Não fiz bagunça ou saí arrumando tudo como quem tem algum tipo de transtorno compulsivo. Não me aproveitei da sua ausência, eu não faria isso.
Só vivi, enquanto você não estava aqui comigo. Ah! Como poderia esquecer? Ouvi música, fiz dela o meu ópio necessário, tentei preencher com ela o lugar o que você deixou vazio.
Agora você voltou e contigo veio um estranho alguém de belo sorriso e conversa agradável que tirou o pouco que restou do meu equilíbrio. Por favor, não faça isso assim, não me assuste tanto, deixe-me sentir aos poucos para que não fuja do sentimento como minha Razão manda fazer. Pegue mais leve, controle-se um pouco... Não faça com que tudo fique mais estranho do que já é.
Deixe acontecer naturalmente. Não se entregue assim, de primeira. Já sofremos demais para não aprender nada com isso, para fazer do sofrimento algo tão constante.
Vamos lá, não chore, isso não é uma briga ou uma proibição -mesmo que fosse você não respeitaria, já passamos por isso. Quero ser feliz, é um direito meu e vou correr atrás disso.
Vou-me permitir sem grandes aspirações, certo? Mas vamos nisso juntos. Afinal, meu primeiro amor sempre será você.
Vamos fazer com que tudo fique bem. Prometo.



Resposta a postagem http://carosestranhos.blogspot.com.br/2013/04/ate-breve-coracao.html

sábado, 1 de junho de 2013

Trecho...

"-Aposto que você tem uma garota como eu em cada parte do mundo.
-Impossível... sabe por quê?
-Por que você não é tão bonito assim?
-Não... porque você é única" Um diálogo pode gerar um conto inteiro? Vamos ver...

terça-feira, 28 de maio de 2013

Pensando... Pensando... Pensando...

Ninguém além da vida pode nos ensinar a dizer adeus e, ainda assim, fazemos questão de não aprender

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Novo conto!

"E ele guiou-a por entre a floresta, e mesmo que esta impedisse-os de ver o céu, ela sabia que estavam no caminho certo. Como? Não sabia dizer, talvez porque enquanto estivesse com ele, mesmo perdida, estaria no lugar certo. Nosso lar é onde mora nosso coração, todos diziam, talvez ela tivesse descoberto o seu lar." O Coelho Branco e a Lua www.apenasminhasrazoes.blogspot.com 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Aos meus caros estranhos...

Eles disseram, vocês não deveriam estar juntos, mal se conhecem. Eles disseram, você nunca será boa o suficiente. Eles disseram, você não vai conseguir. Eles disseram, você vai lutar e cair como tantas vezes antes, poupe-se do sofrimento. Sim, eles disseram... mas milhões de repetições NÃO FAZEM uma verdade. Martin Luther King Jr. ouviu milhões de vezes que seu sonho de levar igualdade entre etnias, as tidas "raças", era apenas isso, um sonho infundado, mas conduziu a si próprio a algo maior, levou o povo a ter esperança. Santos Drummont ouviu milhares de vezes que o homem é incapaz de voar, mas ele mesmo conseguiu alçar voos mais altos indo de encontro a todos que diziam o contrário.
Impossível é uma questão de ponto de vista. Nada mais. Ele deixa de ter valor quando um corajoso prova a impossibilidade do impossível e faz valer aquilo em que crê.
Sempre vai haver aqueles que gritem aos quatro ventos: "Isso é impossível", mas não quer dizer que, porque eles não conseguiram, isso seja verdade.
Somos melhores e maiores que nossas limitações, não somos definidos por elas, nenhum pássaro é definido por sua incapacidade de viver na terra.
Seja o pássaro que planeja voar cada vez mais alto para ser feliz.

                                                    Da sua amiga, Jú

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Reivindico o direito de indignar-me!

Aos meus caros estranhos...

Reivindico o direito de indignar-me! A violência em si já é absurda, incompreensível; mas, quando motivada pelo preconceito, é odiosa. Hoje estava com uma amiga na rua, abracei-a, porque ela estava TRISTE, foi o suficiente para que um indivíduo - pois me recuso a chamá-lo de "cidadão" ou "ser humano" - se achasse no direito de nos agredir verbalmente no meio da rua.
Sou hetero, não que isso realmente importe. Ser hetero não me faz melhor que ninguém, não me torna mais humana ou mais digna de respeito. Será que só pelo fato de ser gay, alguém merece ser subjugado? Ou crucificado? Ou mesmo considerado "filho do demônio"? Será que merece ser perseguido como os judeus na 2ª Guerra ou como os protestantes na Inquisição? Pois é, as pessoas esquecem seu passado histórico muito rapidamente, a fim de odiar no presente quem é diferente como eles um dia foram. Muitos evangélicos que hoje praticam tal insulto à sociedade que é a homofobia, esqueceram a dor de não poder professar a própria religião. Também esqueceram de "amar o próximo como a ti mesmo". Julgam pessoas que querem apenas poder buscar a si mesmas e a própria felicidade como qualquer outro como se fossem doentes precisando de cura.
Apontar o dedo para o que é diferente e julgar a partir de conceitos, ou melhor, pré-conceitos mal conhecendo a verdadeira realidade da situação é muito fácil. Quero ver se colocar na pele do outro, procurar entender e permiti-lo usufruir da liberdade que todos merecemos! Aí está a parte difícil.
Será que alguém crê que outra pessoa QUIS ser homoafetivo? Será que alguém realmente acredita que é uma opção ser algo que provavelmente trará dor, incompreensão e preconceito? Tenho amigos gays e sei que não é. Não é doença, não é algo a ser curado... são só pessoas buscando a própria felicidade.
Hoje eu pude sentir um pouco desse preconceito que antes me era desconhecido e dói saber que muitos outros ainda sofrem com ele.
Talvez eu não possa fazer nada para mudar isso, talvez esse seja só mais um texto, mas uma coisa é certa: não cometer tal preconceito e indignar-se com ele é o primeiro passo para que ele acabe.
Amor é amor e pronto, seja ele de homem com mulher ou não.

                                                 Da sua triste amiga, Jú

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Onde está a sua fé?

Aos meus caros estranhos...

Onde está a sua fé? Estará em um crucifixo? Em um livro? Em dogmas e regras determinadas antes mesmo que nascesse? Onde estará a sua fé? Na chuva que caí do céu? Em cada novo horizonte? No amanhecer que surge como uma promessa ou o renascer da esperança?
ONDE ESTARÁ A SUA FÉ?
Está aí em seu coração, embora não importe muito onde ela esteja. Nem mesmo importa em que língua você recite sua prece, se é que ela existe, ou de que modo se conecta àquilo que acredita. Não importa se a noite, antes de dormir, agradece ao cosmos, a Deus, Allah, Oxalá, Buda... por mais um dia. De verdade, pouco importa. A fé de alguém não está em guerras declaradas a fim de se obter mais e mais poder, não está no sangue de inocentes que jorra a cada minuto, não está no estômago vazio das inúmeras crianças que morrem de fome todos os dias, na África e aqui na esquina. A fé está no anoitecer, no amor de uma mãe por seu filho, no brilho das estrelas, no sorriso das pessoas, na mão que se estende em auxílio do próximo, seja essa mão branca, preta, parda, azul. A fé está na felicidade que se tem ao ver quem se ama, ao poder demonstrar esse amor, muitas vezes sem esperar absolutamente nada mais em troca do que a felicidade do próximo, daquele que por algum motivo está com você naquele instante e talvez nunca mais esteja, talvez aquela seja a última oportunidade de fazê-lo um pouco mais feliz.
Fatos cotidianos que comprovam nossa fé NA VIDA e nós nem nos damos conta.
Existem aqueles que tem fé no homem, alguns na ciência, outros em grandes causas, a maioria em deuses ou num único Deus. Você é um deles? Provavelmente. 
Então, deve estar se perguntando: "E você? Onde está a sua fé?". Descobri muito recentemente, embora talvez sempre soubesse de uma forma ou de outra, que ela está no Amor, o maior combustível do Universo. É para Ele que me volto quando tenho medo ou quando me sinto cair. É Ele que me dá a capacidade de perdoar, muito mais do que uma religião, que deveria me religar a Deus, ou a ciência que me aproximaria do homem. Minha fé está no Amor, que torna todos nós muito mais do que apenas a soma das partes. Nos torna um todo.
O Amor é minha religião e que ela seja guiada, sobretudo, para e pela sabedoria.
Além disso, a única coisa que é necessária para fazer dela sua religião também é fazer o bem.

                                             Da sua amiga, Jú.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Às vezes as pessoas tem de fazer do ato de lutar por seus sonhos uma arte - Jú Neris

domingo, 12 de maio de 2013

Memórias no busu (Diário de bordo)

Aos meus caros estranhos... Como a maior parte dos brasileiros, pego ônibus todos os dias. Sou uma em meio à enorme massa de pessoas que se vê apertada, espremida e empurrada no incipiente transporte “público” - muito embora seja caro pra caramba! – desse meu imenso e querido país. Por isso, decidi fazer esse diário de bordo chamado “Memórias no busu”, com causos comuns de pessoas comuns como eu e você, desnudando um pouco da podridão e da beleza que há por baixo do verde e amarelo desse país.
Postarei "Memórias no busu" no www.apenasminhasrazoes.blogspot.com, por ser mais condizente com a proposta da outra página.
                            da sua amiga, Jú

sábado, 4 de maio de 2013

Amizade é um palavra forte

Aos meus caros estranhos... num belo dia Antoine Saint Exupéry escreveu: "Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas", mas nem todos entendem o verdadeiro sentido disso.
É como se ele dissesse que, a partir da hora que você começa a habitar o coração de alguém, você deve cuidar bem daquele lugar. Deve manter arrumado, aquecido, dar certo grau de tranquilidade e muitas vezes fazer dele seu lar. Não que vá ser fácil ou tranquilo sempre, mas assim aquele lugar será sempre o seu lugar e haverá sempre a certeza de ter para quem voltar, ou melhor, por quem voltar. Para alguém permitir que você more em seu coração, houve confiança da parte dessa pessoa.
Por isso, Amizade é uma palavra muito forte. Ser amigo é ter permitido o livre acesso ao coração de alguém, aos seus medos, anseios, dúvidas; compartilhar vivências, é morar um pouco no coração daquele que chama de amigo. É um tipo de amor menos supérfluo e volúvel que a paixão, é o companheirismo da certeza de que se pode contar com alguém. Li uma vez que amigo não é aquele que separa a briga, é aquele que chega de voadora (ri muito quando li), e é um pouco isso. Amigo chega de voadora quando você está perdendo a briga contra a desesperança, contra o medo ou contra a solidão. 
Talvez a amizade seja só um tipo de amor desfaçado de felicidade e companhia.

                                 Da sua amiga, Jú 

terça-feira, 23 de abril de 2013

"Hoje a página completa um ano, mas meu espírito não está para comemorações. Ontem uma vida entre 6 bilhões partiu e tudo me parece um pouco trágico e estranho agora. Vejo sorrisos nos rostos de desconhecidos e é tudo tão anormal que só então percebo que o mundo está alheio a minha dor. Por isso, troco minha animação ocasional pelas lágrimas que derramei em silêncio hoje.
E se você soubesse que hoje é o seu último dia? Quem você abraçaria? Com quem escolheria passar as últimas horas? O que faria ou diria? A quem pediria perdão e quem perdoaria? Depois do choque inicial da notícia de que só lhe resta um dia, você iria ao shopping comprar o que sempre quis ou contaria as estrelas que nunca notou verdadeiramente antes de perceber que, no dia seguinte, elas não mais iluminariam a sua noite?  Choraria as lágrimas que um dia reteve na tentativa de parecer mais forte? Você diria todos os "Eu te amo" que sempre estiveram atravessados em sua garganta? Aproveitaria cada segundo como se fosse o último?
Então diga! Hoje, amanhã, sempre, porque você não sabe até quando terá essa oportunidade. O arrependimento em si já é algo terrível, mas arrepender-se de não ter feito alguém que ama feliz e não poder mais fazê-lo é devastador.
Abrace! Ame! Veja o Sol nascer! Respeite! Trema de frio! Sinta o vento no rosto! Chore! Lute! Vença! Perca! Cresça! Sonhe e realize! Sorria e agradeça pela dádiva de cada novo dia. Demonstre o que sente e verdadeiramente sinta, não espere por um amanhã que talvez nem exista para ser feliz.
Quem sabe, assim, quando chegar a hora de olhar para trás, você perceba que não faria nada diferente e, no fim, a vida pode realmente ser bela.
Por isso, peço que VIVAM!" 22-04-2013



domingo, 21 de abril de 2013

sábado, 20 de abril de 2013

Sentimentos...


Sua morada me é desconhecida, assim como controlá-los. Alguns dizem que habitam o peito, do lado esquerdo para usar de um pouco de precisão, outros creem ser apenas parte do cérebro... só mais uma arma utilizada pela Razão. Não me importa muito, mas dói quando vejo esses pássaros presos, contidos pelas convenções de uma sociedade, pela censura de outras pessoas...
 Pássaros são definidos por sua capacidade de voar, deveriam estar livres. Esses pássaros chamados sentimentos deveriam fazer parte da nossa vida, não serem mantidos trancados em cativeiros por nós mesmos. Justo nós... os que sentem, que deveríamos protegê-los, torná-los parte integrante do que nós somos e não tornamos.
 Por que aprisioná-los? Já que possuem asas, por que não os permitimos voar? Para que mantermos esses mesmos pássaros em diminutos ninhos, apodrecidos, apertados e cheios de solidão? Pássaros que levam consigo a habilidade de amar e espalhar esse sentimento tão bonito. É de nosso dever libertá-los e não simplesmente, ao mesmo tempo que os prendemos, deixá-los a mercê de tanta barbaridade que nos cega e nos afasta do sentimento mais maravilhoso que existe. 
Se permitir amar, é se permitir crescer. Por mais descrentes que esses pássaros estejam, por mais bagunçadas que estejam suas moradias, jamais deixe de acreditar que há de surgir sempre uma oportunidade. Libertem seus pássaros, abram as portas de suas moradias e entreguem-se, transformem seus pássaros em fênix e ressurjam após as decepções e sofrimentos. Porque sentir faz parte do que nós somos e amar é a forma mais prática de buscar a perfeição, devemos então, como diria Drummont, humanamente amar e libertar aquilo que nós temos de melhor.

Por Jú Neris (www.apenasminhasrazoes.blogspot.com e www.carosestranhos.blogspot.com) e Maurício Smith Freire( http://msmithquerunia.blogspot.com.br/ )

Espero que gostem ;)

"Eu tinha medo e ele sempre me fazia mais forte, sempre parte da minha coragem e da minha fé na vida." Novo conto em www.apenasminhasrazoes.blogspot.com !!!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

domingo, 14 de abril de 2013

Labirinto... cada um tem o seu


Essa sou eu...

Aos meus caros estranhos... Cada um tem o seu modo de pôr para fora aquilo que sente. O meu é escrevendo... é assim que demonstro quem sou. Nem sempre sou eu mesma nas minhas ações ou escolhas, mas quando tenho uma caneta nas mãos tudo ganha novo sentido e forma, com ela sei quem sou.
Nada de máscaras ou medos de demonstrar fraqueza.
Por isso lhes escrevo hoje, algumas semanas antes do aniversário de um ano da página, para me apresentar dignamente a vocês que leem aquilo que escrevo como uma forma de agradecer pela companhia. Escrevia como Sophie, pois era isso que buscava: a sabedoria contida no significado desse nome. Mas percebi há pouco tempo que não preciso ser Sophie, basta ser eu mesma.
Então, muito prazer, meu nome é Júlia, mas podem me chamar de Jú. Sophie era pseudônimo para me lembrar da segunda coisa mais valiosa no mundo e nunca me afastar dela: a Sabedoria.
Nada mudou, continuo sendo a mesma... apenas mais eu mesma agora.
Quem sou?
Uma criatura complicada e complexa, tão humana e cheia de falhas como qualquer outro. Sou aquela que sempre acreditará na luz do fim do túnel quando se está disposto a ter coragem suficiente para vê-la. Sou mutável, volúvel ás vezes, passível de erros comuns. Amo sorvete e M&Ms, a vida, minha família e meus amigos, choro com filmes românticos e dramas.
Tenho medo constantemente e costumo envergonhar-me disso.
As únicas profissões que sigo é são ser aprendiz da vida e ser feliz.
Bem... essa é apenas uma pequena parte de mim que estou mostrando a vocês. A outra vocês já conhecem através dos textos. Obrigada por tudo e espero que não tenham ficado zangados.

Da sua amiga, J.

P.S.: hoje eu mostrei uma pequena parte de mim. Se quiserem, podem mostrar a de vocês também, ainda sou a mesma. Podem me encontrar no e-mail angelasophiesr@hotmail.com ou no face https://www.facebook.com/CoracaoClandestino para dar ideias de textos ou até mesmo pedir ou dar conselhos. Adoraria poder ajudar.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Não percebemos o privilégio de envelhecer com alguém" P.S Eu te amo(filme)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Especial Teatro Mágico

Boa noite, Caros... Vocês se importam se eu fizer dois dias de Teatro Mágico no face? Será uma homenagem a uma banda que eu amo e cujas músicas são de uma profundidade incrível. Posso? 
Então tá. É só acessar https://www.facebook.com/CoracaoClandestino