Ele pode não ser nenhum Eike Baptista, mas sempre sonhou em lhe dar um pouco mais do que os pais dele puderam. Ele se aborrece, grita por causa das notas baixas, xingou quando você fez AQUELA burrada, contudo ele beijou a barriga da sua mãe na esperança de que você sentisse ao menos um terço do amor que ele sentia por você e provavelmente se sentiu a pessoa mais feliz do mundo quando viu seu primeiro sorriso desdentado. Ele criou expectativas que, em alguns casos, viraram verdadeiros fardos; mas, no fundo, tudo o que mais queria era vê-lo feliz e bem todos os dias. Ele, às vezes, esquece de dizer o quanto te ama, mas isso ocorre porque, para ele, é algo tão óbvio que não precisa lembrar a cada 5 minutos. Ele era seu herói, mesmo quando o único heroísmo que fazia era trocar suas fraudas, aprender todas aquelas músicas infantis porque te ajudavam a dormir ou aprender sua música favorita no violão.
Ele nunca teve superpoderes, mas seu abraço era garantia de proteção.
Não que ele te entenda sempre ou concorde e respeite seus ideais (sejamos realistas!); entretanto, no fim das contas, não importa, porque ele daria a vida por você se lhe fosse permitida a escolha.
Ele não é perfeito, mas é único.
Obrigada a todos os pais (de sangue ou não) por existirem.
P.S: Não, eu não fiz nenhuma confusão achando que hoje é dia dos pais, só achei necessário lembrar que o amor é eterno, mas as pessoas não, então devemos aproveitá-las enquanto as temos por perto.
Por mais que as coisas pareçam ruins, por mais que elas estejam e continuem ruins, não consigo deixar de acreditar em finais felizes. A esperança e o amor guiam meus batimentos cardíacos.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
Aos meus caros estranhos... Será pecado sobreviver? Creio ser isso que os sobreviventes ao incêndio da boate estão se perguntando. Foram eles os que viram amigos, colegas, vizinhos, conhecidos... caírem aos seus pés, mortos, e o fogo e a fumaça ameaçando suas vidas.
Pergunto-me o quanto estará devastado o coração dos sobrevivente e quão pior será quando a alegria de ter sobrevivido for confrontada com a tristeza dos que perderam seus entes queridos. Dor que não sei se poderia ter sido evitada (ninguém sabe ao certo), mas poderia ter sido minimizada com a obediência aos procedimentos de segurança, (talvez) um maior cuidado dos organizadores, maior preparo da equipe de apoio. Muito poderia ter sido feito, todavia a triste realidade é que a verdade é triste, pois nada mais pode ser feito pelas vítimas da tragédia, nada amenizará a dor dos que ficaram.
Gostaria mesmo é que algo fosse feito para que catástrofes como essa fossem evitadas, que os órgãos fiscalizadores fizessem seu trabalho, que as pessoas cobrassem dos responsáveis, pois eles existem mesmo que indiretamente. E não somos todos nós um pouco responsáveis? Devido a nossa conivência com a hipocrisia e a roubalheira, devido aos pequenos delitos cometidos diariamente...
Escrevo apenas para compartilhar minha dor e revolta contra o que houve, mesmo sabendo que elas são pequenas quando comparadas as daqueles agora assolados pelo pesar e saudade dos que partiram.
Olhando para o céu, sinto apenas que todos temos a nossa parcela de culpa pela alegria daquelas pessoas, em sua maioria jovens com sonhos e esperanças, ter sido consumida pelo fogo e pela fumaça.
Hoje esse Coração Clandestino está em luto.
Pergunto-me o quanto estará devastado o coração dos sobrevivente e quão pior será quando a alegria de ter sobrevivido for confrontada com a tristeza dos que perderam seus entes queridos. Dor que não sei se poderia ter sido evitada (ninguém sabe ao certo), mas poderia ter sido minimizada com a obediência aos procedimentos de segurança, (talvez) um maior cuidado dos organizadores, maior preparo da equipe de apoio. Muito poderia ter sido feito, todavia a triste realidade é que a verdade é triste, pois nada mais pode ser feito pelas vítimas da tragédia, nada amenizará a dor dos que ficaram.
Gostaria mesmo é que algo fosse feito para que catástrofes como essa fossem evitadas, que os órgãos fiscalizadores fizessem seu trabalho, que as pessoas cobrassem dos responsáveis, pois eles existem mesmo que indiretamente. E não somos todos nós um pouco responsáveis? Devido a nossa conivência com a hipocrisia e a roubalheira, devido aos pequenos delitos cometidos diariamente...
Escrevo apenas para compartilhar minha dor e revolta contra o que houve, mesmo sabendo que elas são pequenas quando comparadas as daqueles agora assolados pelo pesar e saudade dos que partiram.
Olhando para o céu, sinto apenas que todos temos a nossa parcela de culpa pela alegria daquelas pessoas, em sua maioria jovens com sonhos e esperanças, ter sido consumida pelo fogo e pela fumaça.
Hoje esse Coração Clandestino está em luto.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Eu te amo no Japão
"Sabia que no japão existem três maneiras de dizer “Eu te amo”? Você diz Daisuki para seus amigos e ficantes, diz Aishiteru para um namoro mais sério e Koishiteru para a pessoa com que você quer passar o resto da sua vida. E eles seguem isso à risca. Isso é uma das coisas que eu admiro neles. Eles não banalizaram o “Eu te amo” como nós fizemos." http://apenassorrir.tumblr.com/
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
A panela de pressão no fogo e o vestibular na porta
O “dia-a-dia” nas salas dos cursinhos pré-vestibulares – ministrando aulas de sociologia e filosofia – sempre me pareceu surreal. O vestibular – desde a época em que prestei o meu, há anos luz em um planeta estranho – parece uma piada de extremo mau gosto, inserido em um ritual de tribo que tenta amenizar o estresse: o ritual vai desde o professor palhaço (todos com a mesma cartilha e as mesmas piadas todos os anos) até o material didático cheio de gírias tentando amenizar escolas.
Parece consultório de dentista pediátrico, onde o excesso de ursinhos e desenhos na parede tentam disfarçar o cheiro peculiar, mas acabam o delatando, ou dilatando. Qualquer escolha no processo do vestibular deve ser feita em pouco tempo e de forma superficial: Onde se deve colocar o X da questão (literalmente)? “O que eu quero ser quando crescer?” pode até se transformar em outra pergunta muito mais séria – e não identificada em testes vocacionais – que é: “Quantas possibilidades eu estou matando em mim ao assinar este formulário”.
Caramba! Quem é que precisa mesmo destes ritos de passagem? Reduzir o conhecimento universal a questões simples, direcionadas que vão te induzir ao erro. A pressão de tudo saber. Uma panela de pressão sem contador de minutos para tirar a tampa. Não há como escapar sem seqüelas. No entanto, a vida corrige os erros. Graças a Deus.
No meu caso, fiz duas faculdades – nenhuma delas foi Filosofia (a que de fato queria, mas cedi aos compromissos mercadológicos e futurísticos) – e a vida corrigiu. Deu-me a possibilidade do jornalismo – que encaro às vezes como religião e às vezes como filosofia – e me jogou, quando menos esperava, dentro da sala de aula com a disciplina de filosofia.
Corrigi-me como o cara que faz Direito e vira músico, ou como o cara que faz música e vira empresário, ou como o cara que faz jornalismo e Letras e vira jornalista e professor de filosofia nas horas vagas. É difícil fazer jornalismo e virar jornalista (quem está na profissão deve entender bem isto).
Mas, voltando ao vestibular. No meu primeiro dia de prova, eu fiz parte da imensa multidão que confronta a diarréia. Minha cabeça lotada de conhecimento se misturava com o desprezo que eu tinha pelo ritual que citei no início. Metade do que aprendi me fugiu a memória. O que é mesmo um anel de benzeno? Às vezes – com um pouco de esforço – lembro de Mendel e do sexo das ervilhas.
Ainda tenho em meus ouvidos os conselhos de meu pai e a lembrança de minha mãe rezando o terço para que eu fosse alguém. Ela acha que Deus cumpriu a parte dele. Eu, já nem sei. A vida continua com suas questões de múltipla escolhas e me dando apenas um “X” para colocar em algum lugar, enquanto é necessário explanar mais as coisas. O vestibular não tem a alternativa “talvez” e isto faz dele extremamente falho. Todo reducionismo é “nosense” demais. Além disto, o principal sempre fica fora de qualquer resumo.
O que lembro do meu vestibular: a proximidade da virada do milênio estampando os jornais e eu pensando: “grande porcaria, o mundo vai ser o mesmo”. Infelizmente, neste quesito acho que marquei a alternativa correta. Queria voltar no passado e mudar o gabarito. Eu me sentia o jogador mais “perna-de-pau” do mundo sendo selecionado para bater o pênalti decisivo em final de copa do mundo. A torcida – neste caso – também era extremamente silenciosa. Como se fez barulho depois...
Todas as minhas habilidades se resumiram a um “X” que até hoje tenho dúvidas se foi certeiro, mas que trouxe – não por ele, mas por diversas circunstâncias de querer ficar na contramão – o melhor e o pior de mim.
Quando os estudantes me perguntam como enfrentar este probleminha, transformado em monstro de 547 cabeças, só me resta dizer: “Enfrentai com naturalidade, desprezai o ritual, estudai e caso não consiga, a vida volta a sua programação normal. Para com esta coisa de só ter uma chance só, um único chute. Enfim. Ás vezes, a bola na trave, ensina mais que o gol”. Pensava nisso, nos vestibulares que perdi.
Mas, se existem coisas a serem evitadas durante o clima pré-vestibular, eis algumas: não mate aulas, por mais que os palhaços sejam sarcásticos e grosseiros; não tente suicídio e faça yoga para tentar não ter diarréia; lembre-se que litros de café durante a madrugada não ajudam em nada; todo fim é um novo início (auto-ajuda é essencial, infelizmente) e que a “lei da selva” não foi idéia sua, por isto sem estresse e sem necessidade de querer ser o “leão”. No vestibular, o último e o primeiro entram de mãos dadas em uma “nova fase” que nem mesmo sabe ao certo o que quer dizer...
Ah, não tente acabar a prova logo. Aprenda a respirar fundo. Durante o vestibular há uma lição que não está nos cursinhos: “Na hora H – a depender de como você se educa para se vê – há mais coisas dentro de você do que pode supor toda a vã sabedoria de macetes e lembretinhos colados na porta da geladeira”. Leia bastante durante todo o processo. Ler é melhor que estudar. Por fim, desrespeite as referências bibliográficas. Não sempre, mas dentro do bom senso. No mais, diante de uma possível derrota, ainda nos resta “todo o tempo do mundo”...
Luis Vilar
Parece consultório de dentista pediátrico, onde o excesso de ursinhos e desenhos na parede tentam disfarçar o cheiro peculiar, mas acabam o delatando, ou dilatando. Qualquer escolha no processo do vestibular deve ser feita em pouco tempo e de forma superficial: Onde se deve colocar o X da questão (literalmente)? “O que eu quero ser quando crescer?” pode até se transformar em outra pergunta muito mais séria – e não identificada em testes vocacionais – que é: “Quantas possibilidades eu estou matando em mim ao assinar este formulário”.
Caramba! Quem é que precisa mesmo destes ritos de passagem? Reduzir o conhecimento universal a questões simples, direcionadas que vão te induzir ao erro. A pressão de tudo saber. Uma panela de pressão sem contador de minutos para tirar a tampa. Não há como escapar sem seqüelas. No entanto, a vida corrige os erros. Graças a Deus.
No meu caso, fiz duas faculdades – nenhuma delas foi Filosofia (a que de fato queria, mas cedi aos compromissos mercadológicos e futurísticos) – e a vida corrigiu. Deu-me a possibilidade do jornalismo – que encaro às vezes como religião e às vezes como filosofia – e me jogou, quando menos esperava, dentro da sala de aula com a disciplina de filosofia.
Corrigi-me como o cara que faz Direito e vira músico, ou como o cara que faz música e vira empresário, ou como o cara que faz jornalismo e Letras e vira jornalista e professor de filosofia nas horas vagas. É difícil fazer jornalismo e virar jornalista (quem está na profissão deve entender bem isto).
Mas, voltando ao vestibular. No meu primeiro dia de prova, eu fiz parte da imensa multidão que confronta a diarréia. Minha cabeça lotada de conhecimento se misturava com o desprezo que eu tinha pelo ritual que citei no início. Metade do que aprendi me fugiu a memória. O que é mesmo um anel de benzeno? Às vezes – com um pouco de esforço – lembro de Mendel e do sexo das ervilhas.
Ainda tenho em meus ouvidos os conselhos de meu pai e a lembrança de minha mãe rezando o terço para que eu fosse alguém. Ela acha que Deus cumpriu a parte dele. Eu, já nem sei. A vida continua com suas questões de múltipla escolhas e me dando apenas um “X” para colocar em algum lugar, enquanto é necessário explanar mais as coisas. O vestibular não tem a alternativa “talvez” e isto faz dele extremamente falho. Todo reducionismo é “nosense” demais. Além disto, o principal sempre fica fora de qualquer resumo.
O que lembro do meu vestibular: a proximidade da virada do milênio estampando os jornais e eu pensando: “grande porcaria, o mundo vai ser o mesmo”. Infelizmente, neste quesito acho que marquei a alternativa correta. Queria voltar no passado e mudar o gabarito. Eu me sentia o jogador mais “perna-de-pau” do mundo sendo selecionado para bater o pênalti decisivo em final de copa do mundo. A torcida – neste caso – também era extremamente silenciosa. Como se fez barulho depois...
Todas as minhas habilidades se resumiram a um “X” que até hoje tenho dúvidas se foi certeiro, mas que trouxe – não por ele, mas por diversas circunstâncias de querer ficar na contramão – o melhor e o pior de mim.
Quando os estudantes me perguntam como enfrentar este probleminha, transformado em monstro de 547 cabeças, só me resta dizer: “Enfrentai com naturalidade, desprezai o ritual, estudai e caso não consiga, a vida volta a sua programação normal. Para com esta coisa de só ter uma chance só, um único chute. Enfim. Ás vezes, a bola na trave, ensina mais que o gol”. Pensava nisso, nos vestibulares que perdi.
Mas, se existem coisas a serem evitadas durante o clima pré-vestibular, eis algumas: não mate aulas, por mais que os palhaços sejam sarcásticos e grosseiros; não tente suicídio e faça yoga para tentar não ter diarréia; lembre-se que litros de café durante a madrugada não ajudam em nada; todo fim é um novo início (auto-ajuda é essencial, infelizmente) e que a “lei da selva” não foi idéia sua, por isto sem estresse e sem necessidade de querer ser o “leão”. No vestibular, o último e o primeiro entram de mãos dadas em uma “nova fase” que nem mesmo sabe ao certo o que quer dizer...
Ah, não tente acabar a prova logo. Aprenda a respirar fundo. Durante o vestibular há uma lição que não está nos cursinhos: “Na hora H – a depender de como você se educa para se vê – há mais coisas dentro de você do que pode supor toda a vã sabedoria de macetes e lembretinhos colados na porta da geladeira”. Leia bastante durante todo o processo. Ler é melhor que estudar. Por fim, desrespeite as referências bibliográficas. Não sempre, mas dentro do bom senso. No mais, diante de uma possível derrota, ainda nos resta “todo o tempo do mundo”...
Luis Vilar
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
A uma cara estranha... Hoje você me perguntou se eu não tinha medo. É claro que eu tenho. Medo do escuro, do desconhecido, do que não posso controlar, medo de aranha, medo de não conseguir proteger quem amo. Talvez eu seja a pessoa mais medrosa do mundo, mas prefiro não deixar que o medo me impeça de viver. Não é uma escolha fácil, mas é necessária. Não se pode fugir o tempo todo, uma hora você tem que olhar para o medo e dizer quem manda, você ou ele. No fim das contas a escolha é sua. Mas, por favor, não desista dos seus sonhos por medo, não deixe que ele seja maior que você.
Da sua amiga, Sophie.
Da sua amiga, Sophie.
Aos meus caros estranhos... Cresci ao redor de uma goiabeira. Eu roubava goiaba, brincava, subia em seus galhos, me escondia neles para fugir do banho e do mundo que às vezes assustava. Ia até a parte mais alta, tentado alcançar as estrelas.
Isso é infância... tentar alcançar o que, quando crescemos, parece inalcançável.
Tão diferente do que vejo ao meu redor. Vejo crianças grudadas em telas de computador o dia inteiro, espelhando-se em ícones que nada fizeram além de vender a própria imagem, algumas já tomam anti-depressivos. Vejo pais tão preocupados consigo mesmos que esquecem a felicidade dos próprios filhos. Sinto falta de crianças me perguntando se acredito em Papai Noel - e me garantindo, como toda a certeza do mundo, que ele existe. Sinto falta dos sorrisos verdadeiros que encantavam as pessoas que passavam nas ruas.
Hoje em dia, as crianças não sorriem mais para meros desconhecidos, estão muito ocupadas retocando a maquiagem ou mandando mensagem de texto.
É isso que estamos fazendo, meus caros estranhos? Transformando nossas crianças em mini-adultos? Isso é educar?
Estou com medo de que essa infância de plástico gere também adultos de plástico, sem valores, sem sonhos... mas ainda tenho fé. Minha fé se renova todas as vezes que, contra todas as possibilidades, uma criança ergue os olhos para o céu e sorri para as estrelas, enquanto elas sorriem de volta.
Da sua amiga, Sophie
Isso é infância... tentar alcançar o que, quando crescemos, parece inalcançável.
Tão diferente do que vejo ao meu redor. Vejo crianças grudadas em telas de computador o dia inteiro, espelhando-se em ícones que nada fizeram além de vender a própria imagem, algumas já tomam anti-depressivos. Vejo pais tão preocupados consigo mesmos que esquecem a felicidade dos próprios filhos. Sinto falta de crianças me perguntando se acredito em Papai Noel - e me garantindo, como toda a certeza do mundo, que ele existe. Sinto falta dos sorrisos verdadeiros que encantavam as pessoas que passavam nas ruas.
Hoje em dia, as crianças não sorriem mais para meros desconhecidos, estão muito ocupadas retocando a maquiagem ou mandando mensagem de texto.
É isso que estamos fazendo, meus caros estranhos? Transformando nossas crianças em mini-adultos? Isso é educar?
Estou com medo de que essa infância de plástico gere também adultos de plástico, sem valores, sem sonhos... mas ainda tenho fé. Minha fé se renova todas as vezes que, contra todas as possibilidades, uma criança ergue os olhos para o céu e sorri para as estrelas, enquanto elas sorriem de volta.
Da sua amiga, Sophie
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Vou te tirar desse lugar
"Eu sei que você tem medo de não dar certo
Acha que o passado vai estar sempre perto
E que um dia eu vou me arrepender
e Eu quero que você não pense em nada triste
Porque quando o amor existe
O que não existe é tempo pra sofrer" Los Hermanos
Acha que o passado vai estar sempre perto
E que um dia eu vou me arrepender
e Eu quero que você não pense em nada triste
Porque quando o amor existe
O que não existe é tempo pra sofrer" Los Hermanos
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Ao Coração que Sofre - Olavo Bilac
Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Aos meus caros estranhos... Só venho avisar que passarei uns dias fora, correndo atrás de um dos sonhos da minha vida. Espero que perdoem a minha ausência, mas entendam que quando a felicidade bate a nossa porta não podemos simplesmente gritar de dentro: "Estou ocupada", temos não só que abrir, mas escancarar a porta e permitir que ela entre. É isso que vou fazer esses dias... ver se tenho forças suficientes para abrir a porta. E, então...? Não sei, pode ser que eu não tenha, mas vou dar o meu máximo, porque a vida não é feita de meios amores, meias vontades, meias tristezas... Estou indo viver a vida por inteira, mas logo volto. Afinal, todo Coração Clandestino tem de ter um porto seguro.
Da sua amiga, Sophie.
Da sua amiga, Sophie.
sábado, 5 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
"Aos meus caros estranhos... As palavras fogem quando um tempo você acha que nada mais pode ser surpreendente, quando pensa que nada mais vale a pena e, em um fim de tarde, encontra um Pôr-do-Sol e se dá conta de que esse não será o primeiro que acontece no mundo, percebe que todos os dias oferecem belos Pôr-do-Sol, mas cabe a você o ato de prestar atenção neles. É a dádiva que cada fim de tarde pode lhe dar. É uma lembrança do quanto viver pode ser belo e incrível, mas só depende de você perceber isso...
Da sua amiga, Sophie"
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