Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Por mais que as coisas pareçam ruins, por mais que elas estejam e continuem ruins, não consigo deixar de acreditar em finais felizes. A esperança e o amor guiam meus batimentos cardíacos.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Só hoje
Prometo que não serei uma tristeza na sua vida.
Prometo que secarei suas lágrimas e, a partir de amanhã, erguerei a cabeça e trarei os mais belos sorrisos e palavras nos lábios. Prometo que amanhã não haverá terra que não possamos conquistar, sobre a qual andemos felizes (para sempre se isso lhe fizer sorrir). Prometo que não farei promessas que não poderei cumprir.
E sei que o tempo é efêmero. Nada dura. Inclusive a dor, inclusive a vida, inclusive esse mundinho que nomeamos Terra e algum dia um alien, fazendo um passeio turístico pela galáxia, apontará e dirá: aquele foi o planeta destruído pelos homens. Mas hoje... só hoje eu quero sair só. Quero as ruas escuras, o vento no rosto, as lágrimas deslizando pela pele. Sem magoar ninguém com a minha mágoa.
Prometo que não serei aquela que sempre chora - nunca tive muita vocação pra novela mexicana. Mas hoje... só hoje...
Amanhã estarei bem, mas hoje eu só quero chorar.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Quase todas as feridas saram. A depender do tempo, da coragem, da vontade, da sorte, das guinadas que a vida dá, a depender da profundidade. Quase todas as feridas saram, mas todas deixam as suas cicatrizes, perceptíveis ou não. Eu cá também tenho os meus remendos. Feridas que entre trancos e barrancos consegui curar, mas deixaram marcas tão profundas quanto o próprio corte. Trago-as bem ou mal expostas em cada olhar, cada sorriso, cada passo. Sempre há as que exponho com certo orgulho, há as que tento esconder ou maquiar devido a profundidade e dor que ainda apresentam. Mas cada uma é parte do que sou no instante chamado "Agora".
E o mais importante de todas elas é que são a marca concreta de que sobrevivi. Apesar das penas, pesos e lembranças que carrego todos os dias. Apesar de mim. Sobrevivi. E é isso que elas representam: que um dia estive aqui
E o mais importante de todas elas é que são a marca concreta de que sobrevivi. Apesar das penas, pesos e lembranças que carrego todos os dias. Apesar de mim. Sobrevivi. E é isso que elas representam: que um dia estive aqui
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Não me leve a mal.
Me leve para casa, me dê carinho, amor, atenção. Não me leve sempre tão a sério, me leve ao cinema ou para dançar e sorria do meu jeito bobo de ser eu mesma, mesmo eu estando muito ocupada sendo para perceber seu doce sorriso. Sorria comigo e nossos nós, laços que nos unem, sejam feitos por nós, efetivamente. Me leve embora, me deixe solta como o vento, mas se não for para ficar, simplesmente vá e deixe que a vida me leve.
Que seja leve!
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
A vida não é feita de grandes dias.
Definitivamente é bastante marcada por eles, mas aquilo que há de mais importante não está neles contido.
Neles, não nos damos conta do cheiro do café de manhã ou das caras engraçadas de sono dos que estão ao nosso lado todos os dias. Os grandes dias são marcados por grandes feitos incomuns, atos heroicos e superestimados.
Não é deles que estou falando.
Estou falando dos dias em que você acorda de mau humor, porque é cedo, porque tem que ir trabalhar, porque não dormiu direito, porque queria só mais uns minutinhos, levanta da cama e se vê diante de um dia lindo, e sorri. Falo dos dias que você está parado no meio do trânsito cosmopolita infernal, liga o rádio a espera da notícia tão comum sobre o aquecimento global, mas começa a tocar uma música que você não ouvia desde os 15 anos e que ainda te lembra aquela garota linda por quem você estava a fim e, naquela festa, vocês dançaram como se não houvesse mais nada de verdadeiramente importante. Ou de todas as vezes que você voltou para casa do trabalho tendo o privilégio de olhar o mar e sonhar um pouco de olhos abertos.
São dias a mais, dias de paz, dias que deixamos para trás e nem percebemos, os quais nem damos lá muita importância, mas cujas pequenas belezas características nos trazem felicidade, pelo simples fato de existir.
Definitivamente é bastante marcada por eles, mas aquilo que há de mais importante não está neles contido.
Neles, não nos damos conta do cheiro do café de manhã ou das caras engraçadas de sono dos que estão ao nosso lado todos os dias. Os grandes dias são marcados por grandes feitos incomuns, atos heroicos e superestimados.
Não é deles que estou falando.
Estou falando dos dias em que você acorda de mau humor, porque é cedo, porque tem que ir trabalhar, porque não dormiu direito, porque queria só mais uns minutinhos, levanta da cama e se vê diante de um dia lindo, e sorri. Falo dos dias que você está parado no meio do trânsito cosmopolita infernal, liga o rádio a espera da notícia tão comum sobre o aquecimento global, mas começa a tocar uma música que você não ouvia desde os 15 anos e que ainda te lembra aquela garota linda por quem você estava a fim e, naquela festa, vocês dançaram como se não houvesse mais nada de verdadeiramente importante. Ou de todas as vezes que você voltou para casa do trabalho tendo o privilégio de olhar o mar e sonhar um pouco de olhos abertos.
São dias a mais, dias de paz, dias que deixamos para trás e nem percebemos, os quais nem damos lá muita importância, mas cujas pequenas belezas características nos trazem felicidade, pelo simples fato de existir.
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