quinta-feira, 2 de outubro de 2014



“Salvem as estrelas, gritava a moça. Salvem as estrelas, insistiu.
Amsterdã precisa delas, o mundo precisa delas. Mas ninguém dava a mínima atenção. Pelo contrário, olhavam-na com desprezo.
Já eu a olhava intrigado, o que que ela queria dizer? Uma metáfora?
Não havia entendido e odiava não entender. Até perceber a luz que irradiava da moça, era a luz de uma estrela, uma estrela na terra.
Entendi a mensagem que ela tentava passar a diante, e num grito uníssono completei sua frase: “SALVEM AS ESTRELAS”.
E quando fiquei ao lado da moça, do outro lado da situação.
Percebi como a humanidade era fria e indiferente. E então uma tristeza profunda me atingiu quando me dei conta de que sem essas estrelas na terra, mais cedo ou mais tarde voltaremos a ser escuridão.”


— Amsterdã, 1957.

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