terça-feira, 8 de outubro de 2013



“Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus.

Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente.

Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas.

O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado.

Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés.

Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las.

Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos de progresso.”

Walter Benjamin - http://chicosimoes.blogspot.com.br/2010/09/walter-benjamin-e-o-anjo-de-paul-klee.html

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Meu Mapa - Por meu anjo

"Quando você inicia uma jornada, no meio do caminho aparecem inúmeras adversidades, elas te mudam e te levam à uma nova trajetória. Mas depois de certo tempo, ao analisar o que foi percorrido e o que virá, não sabemos para onde ir - nos perdemos. Isso não é o fim, apenas faz parte do processo. Afinal, pra se encontrar é preciso se questionar e quem sabe aonde está indo nunca se indaga. Eu não tenho anotado quantas vezes procurei o caminho de volta ou desafiei o futuro tentando achar a linha de chegada, mas te garanto que foram muitas. Decidi olhar o presente e parar de alimentar meus arrependimentos e ansiedades. Digo, de que vale olhar para trás e morrer antes de receber o tiro? Comecei a me buscar. “Eu estou onde quero estar? Eu sou quem eu queria ser?” Não sei, mas se tem uma coisa na qual estou disposto a fazer é essa: desvendar meus mapas, me descobrir e ir abrigar o que carrego de melhor. Às vezes, se perder é a melhor saída." Paulo Justiniano (http://paulojustiniano.tumblr.com/)

A internacional: o hino dos oprimidos




"De pé, ó vitimas da fome
De pé, famélicos da terra
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo, ó produtores

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Senhores, Patrões, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum
Para não ter protestos vãos
Para sair desse antro estreito
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

O crime de rico, a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua
O povo só quer o que é seu

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós, guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos, trabalhadores
Se a raça vil, cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verás que as nossas balas
São para os nossos generais

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional

Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a Terra aos produtivos
Ó parasitas deixai o mundo
Ó parasitas que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional"

sábado, 5 de outubro de 2013

Às vezes, a palavra viver começa com sofrer e termina com amar
Não importa o quanto se considere forte, o quanto pense que entende do mundo e da vida. Não importa o quanto seja maduro, responsável ou prudente, há coisas que simplesmente fogem ao nosso controle. Elas vêm quando não são esperadas e quando entram em ações são como um trem que vai de encontro ao nosso peito sem que percebamos. De início, ficamos atordoados sem saber o que realmente nos atingiu, mas gradativamente nos damos conta do que houve e, sem ar, tentamos reagir.
Creio ser da natureza humana tentar manter o controle o tentar todo, lutar para se distanciar de palavras como "destino" e "acidentes", tentar sentir que suas escolhas vão definir tudo, que temos a rédea de nossas vidas. E temos, mas esquecemos que a estrada percorrida pode ter obstáculos e surpresas. Como diria um amigo "A vida é isso"(rs).

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Nem sempre fazer o mais certo é sinônimos de fazer o mais fácil. Na verdade, quase nunca é. Mas, apesar de tudo, há coisas que precisam ser feitas e muitas vezes é a partir delas que medimos a nossa coragem

Abraçar

é abrigar o outro em você